Durante a madrugada desta quarta-feira, um operativo coordenado pelo Ministério Público de Osorno permitiu a recuperação de dois terrenos que estavam usurpados há mais de um ano e meio. A ação, realizada em conjunto com a Polícia de Investigação (PDI), Carabineiros e diversas Prefeituras da Macrozona Sul, representa um avanço importante na recuperação de territórios ocupados de forma irregular.

A chefe do Ministério Público de Osorno, María Angélica de Miguel, informou que a operação faz parte de uma investigação em andamento por crimes de usurpação, posse ilegal de armas de fogo, extração ilegal de madeira e homicídio frustrado contra Carabineiros.

O operativo incluiu buscas simultâneas nos terrenos Purrehuín Alto (setor San Nicolás), propriedade da Forestal Vista Hermosa, usurpado por aproximadamente um ano e meio; e Santa Herminia (setor Loma de la Piedra), pertencente à Forestal Hancock, ocupado por cerca de dois anos.

Além disso, foram realizadas intervenções em 13 imóveis, incluindo residências em Osorno e propriedades em Loma de la Piedra.

Entre os resultados do operativo, destacam-se a detenção de uma pessoa, apreensão de uma espingarda, munições —incluindo munições de guerra percutadas—, coletes à prova de balas, dinheiro em espécie, equipamentos computacionais e telefones, que serão periciados.

"O Estado retoma o controle do território"

A promotora María Angélica de Miguel enfatizou: “O Estado não podia acessar esses setores há um ou dois anos porque os agentes eram repelidos com tiros, pedras e outras formas de violência. Isso mostra que o Estado entrará em qualquer parte do território nacional onde for necessário”.

A autoridade destacou a efetiva coordenação entre o Ministério Público, a PDI e os Carabineiros, indicando que esta primeira ação marca o início de novas intervenções no âmbito desta investigação.

Contexto do conflito

Os territórios usurpados, pertencentes a empresas florestais, têm sido alvo de violência e ocupações ilegais nos últimos anos. A recuperação desses terrenos busca restabelecer o controle estatal e avançar em processos legais que garantam a segurança na região.

Este operativo marca um marco nos esforços para enfrentar os crimes relacionados à usurpação e outros delitos conexos na Macrozona Sul.

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