Autoridades afirmaram que a redução das plantações florestais na Araucanía responde a uma "tendência global" e à alta taxa de incêndios, enquanto os sindicatos apontam que também está associada à falta de incentivos.

Há 10 anos que os hectares destinados a esta atividade começaram a mostrar um declínio na região. Embora em alguns períodos tenha havido uma recuperação, a situação continua em queda.

Os números do Instituto Florestal (Infor) indicam que, em 2015, as plantações florestais cobriam uma área superior a 23 mil hectares, mostrando uma queda que, em 2017, era de cerca de 13 mil hectares.

Um número que tem variado ao longo do tempo, sendo o ano de 2022 o mais crítico, quando as plantações florestais foram de pouco mais de 8.800 hectares na região.

O gerente da Associação de Contratistas Florestais, René Muñoz, afirmou que se trata de uma situação que responde a vários fatores, entre eles, incêndios florestais e a falta de incentivos para as empresas que buscam chegar à Araucanía. "Não existe uma política do Estado que promova a florestação. Então, se não há ferramentas para fomentar a florestação, e se também não há segurança, já que você não sabe se a floresta que vai plantar não será queimada, porque hoje a negligência por intencionalidade está entre cinquenta e um e setenta por cento em alguns municípios da macrorregião sul", destacou.

O secretário regional ministerial da Agricultura na zona, Carlos Labrín, indicou que as plantações florestais não conseguiram se estabilizar devido aos incêndios florestais e que, além disso, é uma "tendência global". "Esta é uma tendência que está ocorrendo globalmente, e a Região da Araucanía foi afetada principalmente, pelo que mencionei. A alta taxa de incêndios florestais que ocorreram, a quantidade de hectares que foram queimados, e isso também gera certa preocupação no investimento que o setor empresarial deseja realizar", avaliou.

De acordo com o Instituto Florestal, em 2023 as plantações florestais mostraram uma recuperação na Araucanía, com mais de 13 mil hectares.

No entanto, no ano seguinte registrou uma queda com pouco mais de 11 mil hectares em toda a região.

Fonte:BiobioChile

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