A ministra da Defesa, Adriana Delpiano, abriu a possibilidade de desescalar o estado de exceção em algumas comunas da Macrozona Sul, desde que exista uma avaliação prévia junto às autoridades locais e aos chefes da Defesa Nacional.
As declarações ocorreram no marco do estado de exceção constitucional que se mantém vigente há vários anos na província de Arauco, na região do Biobío, e em toda a região de La Araucanía.
Em uma atividade realizada nos estaleiros da Armada em Talcahuano, a secretária de Estado reconheceu que o Executivo analisa avançar em uma redução gradual da medida em certos territórios.
No entanto, Delpiano enfatizou que qualquer decisão deverá ser previamente consultada com os chefes da Defesa Nacional e as autoridades locais.
“Ver como se vai desescalando, onde se pode e quais são efetivamente os lugares que, por diferentes razões, ainda mantêm grupos mais anarcos ou mais ultras infiltrados”, afirmou.
Nessa linha, Delpiano sustentou que, embora durante este mês se tenha conseguido manter a zona sob estado de exceção, advertiu que “não se pode viver toda a vida com zona de exceção”.
A ministra exemplificou com comunas onde não se registraram fatos de violência, mencionando o caso de Pucón, na região de La Araucanía, que, apesar de estar sob a medida, historicamente não apresentou episódios de insegurança.
“O desescalamento tem ocorrido naturalmente. Você vá e pergunte às pessoas que estão veraneando em Pucón se sentem medo ou se lhes acontece algo, e seguramente não. E isso é La Araucanía também”, afirmou.
“Há territórios nos quais praticamente não acontece nada diferente de qualquer comuna do Chile”, sentenciou.
Cabe recordar que parlamentares de diferentes setores já levantaram a opção de desescalar o estado de exceção na Macrozona Sul.
Este debate ocorre ainda no contexto de uma reunião interregional que se realizará nesta quinta-feira na região do Bío Bío, encabeçada pelo subsecretário do Interior, Víctor Ramos, junto aos delegados presidenciais Eduardo Pacheco (Biobío) e Eduardo Abdala (La Araucanía), além dos chefes da Defesa Nacional de ambas as regiões.
Na instância serão analisados os avanços do estado de exceção na Macrozona Sul, e espera-se a participação de instituições como o Ministério da Segurança e o Ministério Público de ambas as regiões.
Fonte: BiobioChile
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