As exportações florestais da Região do Biobío registraram uma forte contração durante novembro de 2025, em um contexto marcado pela baixa geral do comércio exterior regional.
De acordo com o último Boletim de Exportações do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), os envios totais atingiram US$ 288,4 milhões, o que representa uma queda interanual de 29,6%, explicada principalmente pelo retrocesso do setor industrial, onde a atividade florestal tem um papel fundamental.
Dentro do setor Indústria — que concentra 97,7% do total exportado — as atividades florestais apresentaram uma diminuição de 24,8% em relação a novembro de 2024, totalizando US$ 92,8 milhões. Ainda assim, o segmento florestal manteve-se como a segunda atividade mais relevante da região, com uma participação de 32,2%, ficando atrás apenas da fabricação de celulose, papel e cartão.
No detalhamento por produtos, a celulose continuou liderando os envios regionais com US$ 109,1 milhões, embora tenha registrado uma baixa interanual de 38,4%. Seguiram-se a madeira serrada, com US$ 37,8 milhões (-25,5%), e a madeira compensada, que atingiu US$ 20,9 milhões, registrando uma queda ainda maior de 40,8%. Em conjunto, esses produtos florestais concentraram uma parte substancial das exportações do mês.
Quanto aos destinos, Estados Unidos e China continuaram sendo mercados-chave para a produção regional. No entanto, as exportações para a Ásia — principal destino histórico dos produtos florestais — experimentaram uma forte queda de 46,7%, o que impactou diretamente os resultados do setor. A China, em particular, reduziu suas compras em 65,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Em nível acumulado, entre janeiro e novembro de 2025, as exportações regionais somaram US$ 3.926,6 milhões, com uma variação negativa de 17,3%, refletindo um cenário complexo para a indústria florestal do Biobío, um dos principais motores produtivos e de emprego da região.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar!
Deixe um comentário