O Ministério Público Regional do Biobío iniciou uma série de diligências investigativas para determinar as responsabilidades nos incêndios florestais que assolam a região.
Com pelo menos três promotores em campo, trabalha-se intensamente no esclarecimento dos fatos, na identificação de vítimas e no apoio multidisciplinar aos afetados. A emergência deixou um saldo de extensas áreas consumidas pelo fogo e uma vítima fatal, enquanto as chamas continuam fora de controle.
Em meio à crise provocada pelos incêndios florestais na Região do Biobío, a promotora regional Marcela Cartagena informou que já estão sendo realizadas as investigações pertinentes para determinar as eventuais responsabilidades. Com a colaboração da Polícia de Investigações (PDI) e dos Carabineiros do Chile, foram dispostas diligências e comparecimentos para abordar a situação de diferentes frentes.
A promotora Cartagena destacou que o Ministério Público tem três obrigações primordiais neste momento: investigar como ocorreram os incêndios, acompanhar o levantamento e identificação de cadáveres e prestar apoio às numerosas vítimas. Para isso, foi desdobrada uma equipe policial específica da PDI e conta-se com a colaboração dos laboratórios dos Carabineiros.
Apesar de o acesso aos locais do evento ser limitado pela magnitude do incêndio, que segue fora de controle, os esforços concentram-se em atender cada uma das tarefas de maneira eficaz e eficiente. Na 3ª Delegacia de Penco, na Unidade de Vítimas e Testemunhas, e no Serviço Médico Legal (SML), os promotores trabalham sem descanso.
A emergência teve um impacto significativo em comunas como Quillón e Bulnes, com cerca de 1.500 hectares arrasados e múltiplas residências destruídas. A promotora regional de Ñuble, Nayalet Mansilla Donoso, lidera a investigação em coordenação com equipes especializadas, focando também na proteção da população.
A única vítima fatal até o momento, um homem de 63 anos que teria optado por não evacuar sua residência, está sendo identificado pela PDI e pelo SML. Enquanto isso, registram-se avanços na investigação da origem de alguns focos de incêndio, particularmente nas localidades de Pinto, Quillón e San Nicolás.
A comunidade local enfrenta uma situação crítica, e as autoridades continuam trabalhando para fornecer respostas e soluções nestes momentos difíceis. O Ministério Público reafirma seu compromisso com uma investigação rigorosa e o apoio incondicional às vítimas desta catástrofe.
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