Queda na produção de madeira arrasta o Índice de Produção Industrial
Uma nova contração da indústria de transformação voltou a marcar o desempenho do Índice de Produção Industrial (IPI) em novembro de 2025, com um forte impacto proveniente do setor madeireiro, de acordo com os dados publicados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
No décimo primeiro mês do ano, o IPI registrou uma variação interanual de -0,8%, explicada pela incidência negativa de dois dos três setores que compõem o indicador. Entre eles, o Índice de Produção da Indústria de Transformação (IPMan) foi um dos principais responsáveis, ao anotar uma queda de 1,3% em doze meses.
O retrocesso da indústria de transformação foi liderado pela produção de madeira e pela fabricação de produtos de madeira e cortiça, que evidenciou uma diminuição interanual de 17,0%, tornando-se a atividade com maior incidência negativa do período. Este resultado subtraiu 0,756 pontos percentuais da variação do índice geral, refletindo as dificuldades que atravessa a cadeia florestal-industrial, chave para várias regiões do país.
Analistas do setor apontam que esta baixa responde a uma combinação de menor demanda interna, ajustes na produção e condições de mercado mais estreitas, fatores que têm impactado especialmente as serrarias e a indústria de transformação da madeira.
À debilidade do setor de transformação somou-se o desempenho do Índice de Produção Mineral (IPMin), que também retrocedeu 1,3% interanual, devido à menor atividade da mineração metálica, a qual caiu 4,3%, subtraindo 3,769 pontos percentuais do indicador.
O contraponto positivo proveio do Índice de Produção de Eletricidade, Gás e Água (IPEGA), que cresceu 2,4% em relação a novembro de 2024. O incremento foi impulsionado pelo setor de eletricidade, que avançou 2,2%, com uma incidência positiva de 1,666 pontos percentuais.
Apesar deste desempenho favorável do setor energético, a forte contração da indústria da madeira volta a acender alertas sobre o estado de um dos pilares produtivos do país, cuja evolução será chave para o desempenho industrial nos próximos meses.
