Realizam um chamado preventivo para aplicar Faixa Zero de Atividades para reduzir o risco de incêndios florestais

Realizam um chamado preventivo para aplicar Faixa Zero de Atividades para reduzir o risco de incêndios florestais

O Ministério da Agricultura, juntamente com a Corporação Nacional Florestal (CONAF), fez um chamado preventivo à cidadania e ao setor silvoagropecuário para aplicar a medida de Faixa Zero de Atividades, no contexto das altas temperaturas previstas e das condições de risco existentes para a ocorrência de incêndios florestais em diferentes zonas do país.

A medida, de caráter preventivo e voluntário, busca restringir durante as horas de maior temperatura o desenvolvimento de atividades e tarefas de risco que, por sua natureza, podem aumentar os incêndios, especialmente aquelas que envolvem o uso de maquinaria, ferramentas ou processos que possam produzir faíscas ou calor.

Na atividade participaram as máximas autoridades das principais instituições públicas e privadas vinculadas à prevenção e ao combate a incêndios; o Ministro (s) da Agricultura, Alan Espinoza; o Diretor Executivo da CONAF, Rodrigo Illesca; a Diretora Nacional do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (SENAPRED), Alicia Cebrián; o presidente da Corporação Chilena da Madeira (CORMA), Rodrigo O’Ryan; e o secretário geral da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Juan Pablo Matte.

Estratégia de prevenção

Na ocasião, o ministro (s) da Agricultura, Alan Espinoza, explicou o alcance desta medida e seus principais impactos para o setor produtivo. "A aplicação da Faixa Zero de Atividades está enquadrada na estratégia de prevenção de incêndios florestais e de proteção da saúde das pessoas frente a eventos de calor extremo. O chamado pode ser ativado quando ocorrem ondas de calor diurnas, alertas ou alarmes meteorológicos, ativação do Botão Vermelho por parte da CONAF ou declarações de Alerta Vermelha por parte do SENAPRED", afirmou a autoridade.

Nesse sentido, acrescentou: "A aplicação da Faixa Zero de Atividades é focalizada e temporal e responde às condições meteorológicas e de risco específicas de cada território. Em termos operacionais, o chamado contempla a suspensão ou restrição de atividades agrícolas e florestais durante os horários de maior risco, particularmente entre as 12:00 e as 18:00 horas. Da mesma forma, em situações de risco extremo, a medida pode considerar o fechamento temporário de parques nacionais e reservas florestais administradas pela CONAF".

Por sua vez, a diretora nacional do SENAPRED, Alicia Cebrián, forneceu detalhes sobre as principais ameaças associadas às altas temperaturas: "O principal chamado é à corresponsabilidade, as pessoas podem nos colaborar com ações simples neste final de ano, como, por exemplo, não utilizar os chamados 'balões dos desejos', que podem gerar uma emergência florestal ou um incêndio estrutural, assim como evitar o uso de fontes de calor em lugares próximos à vegetação, nem comprar e manipular fogos de artifício", afirmou Cebrián.

Do setor produtivo, o presidente da Corporação Chilena da Madeira (CORMA), Rodrigo O’Ryan, reforçou o chamado para adequar os horários de trabalho. "Os incêndios são provocados pelas pessoas e por isso a prevenção é uma responsabilidade de todos. Como setor florestal, trabalhamos durante todo o ano em coordenação com as autoridades em tarefas de prevenção e combate. Cumprimos os padrões de segurança e investimos em tecnologia de ponta para detecção e combate, mas em dias de calor extremo, o chamado é para extremar os cuidados e evitar qualquer atividade de risco e sermos responsáveis durante estas festas", destacou O’Ryan.

Apoio cidadão

Nessa linha, o secretário geral da SNA, Juan Pablo Matte, enfatizou que, embora existam os protocolos e a tecnologia para enfrentar os períodos de emergência, o apoio da cidadania é fundamental. "Temos protocolos, temos tecnologia, mas precisamos que as pessoas colaborem para que isso seja evitado. Por isso fizemos o chamado para a Faixa Zero de Atividades ou pelo menos para aquelas atividades que podemos mudar, modificar, realizá-las muito cedo pela manhã ou muito tarde à tarde, de modo a evitar essas horas mais arriscadas de alto calor, de ventos fortes, que eventualmente em uma atividade agrícola ou florestal possam provocar de maneira involuntária uma faísca e causar finalmente aquele incêndio que afeta não apenas os campos, não apenas o mundo florestal, mas afeta as casas, afeta as pessoas. É o mais relevante", afirmou Matte.

Junto com este chamado, o Ministério da Agricultura e a CONAF reiteraram uma série de recomendações preventivas, entre elas ajustar os horários de trabalho para evitar a exposição prolongada ao calor extremo; evitar trabalhos que gerem faíscas durante as horas de maior temperatura; manter a hidratação e medidas de proteção pessoal; reforçar o cuidado animal; respeitar a proibição de queimadas e manter aceiros e desmatamentos preventivos.

Enquanto isso, o diretor executivo da CONAF, Rodrigo Illesca, divulgou o estado atual dos incêndios florestais e apresentou o mapa de territórios sob condição de Botão Vermelho. "Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2025, a aplicação da Faixa Zero de Atividades registrou uma alta adesão do setor silvoagropecuário, identificando-se como principal desafio fortalecer sua incorporação na pequena e média agricultura. O Ministério da Agricultura e a CONAF reiteraram que a prevenção de incêndios florestais é uma responsabilidade compartilhada e chamaram para agir com antecipação, autocuidado e compromisso para proteger as pessoas, os territórios produtivos e o patrimônio natural do país", pontuou Illesca.

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