No contexto dos incêndios florestais que afetam a zona centro-sul do país, o gerente da Associação de Contratantes Florestais (Acoforag), René Muñoz, apontou a ação humana como um fator chave na origem dos sinistros e questionou a falta de medidas preventivas do Estado.
O dirigente sustentou que estes eventos não são acidentais e não descartou a intencionalidade.
“As florestas não pegam fogo sozinhas, há uma ação de alguém que lhes atear fogo e produz um incêndio”, afirmou ao The Clinic, em referência a emergências que se desenvolvem sob condições climáticas extremas.
Muñoz advertiu que o país enfrenta incêndios de alta complexidade, inclusive de “sexta geração”, que se tornam impossíveis de controlar uma vez iniciados.
“É um incêndio incontrolável”
“Com a condição climática que gerou este incêndio, é um incêndio incontrolável”, assinalou, relativizando a efetividade de corta-fogos ou zonas de interface.
Igualmente, criticou a ausência de mudanças estruturais após episódios anteriores. “Desde 2017 que temos estes incêndios catastróficos (…) e não aprendemos nada”, afirmou, aludindo a emergências ocorridas em 2023 e ao incêndio de Viña del Mar em 2024.
Finalmente, chamou a fortalecer a prevenção e a persecução penal. “Não pode ser de graça queimar, destruir e produzir mortes”, sustentou, junto com pedir políticas públicas que permitam antecipar-se a este tipo de catástrofes.
Fonte:ADNRadio
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