As exportações florestais da Região do Biobío registraram uma significativa contração durante novembro de 2025, alcançando US$ 205,8 milhões, o que representou uma queda interanual de 32,7%, segundo o último Boletim de Exportações Florestais do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Apesar do retrocesso, o setor continuou liderando o comércio exterior regional, concentrando 71,4% do total exportado no mês.

Em termos gerais, as exportações totais do Biobío somaram US$ 288,4 milhões, das quais mais de dois terços provieram da atividade florestal, confirmando o peso estratégico do setor na economia regional, mesmo em um cenário de desaceleração.

Celulose explica a maior parte da queda

A fabricação de celulose, papel e cartão foi a atividade econômica com maior incidência no declínio das exportações florestais. Em novembro de 2025, este rubro exportou US$ 112,5 milhões, o que implicou uma diminuição de 38,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, equivalente a US$ 69,5 milhões a menos em envios ao exterior.

Em paralelo, o setor florestal vinculado a outras atividades produtivas exportou US$ 92,8 milhões, registrando uma baixa interanual de 24,8%, o que significou uma redução adicional de US$ 30,6 milhões em comparação com novembro de 2024.

Principais produtos: celulose e madeira lideram envios

As mercadorias florestais mais exportadas do Biobío foram celulose, madeira serrada e madeira compensada, que em conjunto totalizaram US$ 167,8 milhões, equivalente a 81,5% das exportações florestais regionais.

A celulose manteve-se como o principal produto de exportação, com envios de US$ 109,1 milhões, representando 53,0% do total florestal. Não obstante, este item experimentou uma queda de 38,4% interanual, refletindo uma diminuição de US$ 68,0 milhões.

A madeira serrada, por sua vez, alcançou exportações de US$ 37,8 milhões, com uma baixa de 25,6%, enquanto a madeira compensada totalizou US$ 20,9 milhões, registrando um declínio ainda mais pronunciado de 40,8% em comparação com igual mês do ano anterior.

Uma das poucas cifras positivas do período foi o painel de fibra de madeira, que anotou exportações de US$ 11,0 milhões, aumentando 14,8% em relação a novembro de 2024.

Estados Unidos segue sendo o principal destino

Quanto aos mercados de destino, os Estados Unidos mantiveram-se como o principal comprador de produtos florestais do Biobío, concentrando 24,4% dos envios, com exportações de US$ 50,2 milhões, embora com uma baixa interanual de 14,7%.

Seguiu-se a China, que recebeu US$ 39,7 milhões, mas registrou a maior contração entre os principais destinos, com uma queda de 69,6% em relação a novembro de 2024. Em contraste, os Países Baixos destacaram-se por um forte crescimento, alcançando US$ 26,7 milhões em importações florestais, o que significou um aumento de 157,4% em doze meses.

A Coreia do Sul também mostrou um desempenho positivo, com uma alta interanual de 88,6%, enquanto o México registrou exportações de US$ 8,4 milhões, diminuindo 39,4% em comparação anual.

Em conjunto, os cinco principais destinos —Estados Unidos, China, Países Baixos, Coreia do Sul e México— concentraram 70,5% do total exportado, embora tenham acumulado uma diminuição de 35,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Tendência anual negativa

O relatório do INE confirma que a queda de novembro se enquadra numa tendência negativa sustentada durante 2025. Até novembro, as exportações florestais acumuladas do Biobío alcançaram US$ 2.500,9 milhões, o que representa uma diminuição acumulada de 24,5% em comparação com igual período de 2024.

Este cenário reflete os desafios que enfrenta o setor florestal regional, marcado pela baixa nos mercados internacionais, especialmente na Ásia, e por uma menor demanda de produtos-chave como a celulose, principal motor exportador do Biobío.

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