Em meio ao desdobramento pela emergência na zona centro-sul, o Governo reiterou o apelo para acelerar a votação da denominada "Lei de Incêndios" que apresentou há mais de dois anos no Congresso. No entanto, da oposição, persistem as barreiras à iniciativa, às quais se somaram os sindicatos florestais com críticas ao prejuízo fiscal do setor.

A emergência pelos incêndios florestais que afetam o centro-sul do país voltou a levantar a discussão legislativa sobre a denominada "Lei de Incêndios", proposta em 2023 pelo Governo de Gabriel Boric.

De acordo com o último informe da Senapred, mais de 42 mil hectares foram afetados nas regiões de Ñuble, Biobío e La Araucanía.

Diante do panorama, o Executivo ergueu a voz para que o projeto avance no Congresso. A ministra porta-voz do Governo, Camila Vallejo, havia instado a Comissão de Fazenda, presidida pela senadora e futura ministra Ximena Rincón, onde a proposta esteve parada.

Esta semana o comitê despachou o projeto para o Plenário do Senado, a poucos dias de começar o recesso legislativo.

Do Executivo, o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, sustentou que esperam que seja votado com "celeridade" no Congresso.

Na proposta se inclui incorporar zonas de interface urbano-rural nos instrumentos de planejamento para reduzir os riscos, mediante instrumentos como o uso de corta-fogos.

O que propõe o projeto de Lei de Incêndios que o Governo pede aprovar com urgência

Da Associação de Contratistas Florestais, o gerente René Muñoz, referiu-se à lei como uma "expropriação encoberta", assegurando que prejudicaria os pequenos proprietários florestais.

"Um pequeno proprietário, aproximadamente 30% de sua superfície tem que destinar a corta-fogos. Isso é quase expropriar, quase uma lei de expropriação encoberta. Isso não vai ser feito por um pequeno proprietário porque não vai ter os fundos para fazê-lo", afirmou.

Do sindicato fizeram um apelo aos parlamentares "a serem responsáveis" e a "escutarem as opiniões técnicas", enquanto o Governo espera que o projeto possa ser votado antes do início do novo ciclo político.

Igualmente, da Associação de Contratistas Florestais, o gerente René Muñoz, referiu-se à lei como uma "expropriação encoberta", assegurando que prejudicaria os pequenos proprietários florestais.

Frente a isso, a oposição realizou críticas pelo financiamento do projeto. O senador da UDI e membro da Comissão, Javier Macaya, criticou a carga fiscal que suporia a iniciativa.

Do sindicato fizeram um apelo aos parlamentares "a serem responsáveis" e a "escutarem as opiniões técnicas", enquanto o Governo espera que o projeto possa ser votado antes do início do novo ciclo político.

Fonte:BiobioChile

Compartilhar: