Um contraste singular ocorre entre as estatísticas administradas pela Associação de Contratantes Florestais e o Ministério Público junto ao Governo. Enquanto o Ministério Público corrobora que os atos de violência rural continuam diminuindo na região pelo quarto ano consecutivo, os contratantes florestais advertem que La Araucanía concentrou 78% de todos os ataques incendiários registrados em obras em florestas em toda a macrorregião sul.
Em sua prestação de contas pública, o promotor regional Roberto Garrido explicou que em 2025 foram investigadas um total de 226 denúncias por fatos relacionados à violência rural na região de La Araucanía.
O número é 6% menor que o total de denúncias realizadas em 2024 (242), e 77% menor que o ano com mais denúncias: 2021, com 978.
Os ataques incendiários, segundo o Ministério Público, caíram de 219 no ano de 2023 para 93 no ano de 2024, chegando a 64 no total durante todo o ano de 2025.
"Esta diminuição não é, de forma alguma, um ponto de chegada, nem muito menos um motivo de conformidade. É um avanço, frágil, que exige manter e aprofundar os esforços de todas as agências do Estado", manifestou o promotor regional Roberto Garrido.
CONTRATANTES FLORESTAIS
As estatísticas positivas administradas pelo Ministério Público e que foram valorizadas pelo governo, contrastam com as que administra a Associação de Contratantes Florestais (Acoforag).
Os dados da Acoforag mostram que em 2025 as empresas prestadoras de serviços florestais foram alvo de 27 ataques incendiários entre as regiões de Biobío e Los Lagos. Desses 27 ataques no total, 21 foram registrados na região de La Araucanía, ou seja, 78% do total contra eles.
"Esse número mostra que algo está acontecendo em La Araucanía, algo precisa ser ajustado porque a quantidade de ocorrências se manteve. A violência persiste e continua incrustada em um setor da região", diz René Muñoz, gerente da Associação de Contratantes Florestais.
Outros dados da Acoforag mostram que a comuna de Collipulli concentrou a maior quantidade de ataques contra empresas em obras florestais de toda a macrorregião sul, com 7 ataques em 2025, superando Carahue que no ano de 2024 registrou 5 casos.
A Acoforag relata que em todos os ataques ocorridos na macrorregião sul durante 2025 foram queimadas 74 máquinas e/ou equipamentos florestais, avaliados em mais de 9 bilhões de pesos.
Da Acoforag, indicaram que embora os números totais possam mostrar uma tendência de baixa, o problema está longe de estar solucionado e, por isso mesmo, instaram o governo a manter as coordenações para fornecer segurança a todos que trabalham em obras florestais em áreas rurais.
Fonte:Austral de Temuco
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