A Associação de Contratantes Florestais (Acoforag) afirmou que na Macrozona Sul estão atuando as "novas gerações" daqueles que perpetraram atentados na década de 90. A associação contabilizou 21 ataques incendiários registrados em 2025.

O sindicato apresentou um resumo com os atos de violência ocorridos no ano passado entre o Bío Bío e Los Lagos, mostrando um aumento de 4% em relação a 2024, com 2.600 trabalhadores afetados, 74 equipamentos destruídos e uma perda patrimonial que supera os 13 bilhões de pesos.

O gerente da Associação de Contratantes Florestais, René Muñoz, afirmou que com o novo Governo há uma oportunidade de encontrar soluções, embora tenha reconhecido que não há muito otimismo porque se trata de um problema que se arrasta há mais de 20 anos.

Nesse sentido, o dirigente disse que agora os ataques incendiários são perpetrados pelas "novas gerações" daqueles que cometeram os primeiros atos de violência nos anos 90.

"Não é fácil a solução. Hoje estão atuando as novas gerações daqueles que começaram no ano 97, 98. Então sempre vai haver no país anarquistas que tomam causas que podem ser justas ou não justas e que as vão tomar como bandeiras de luta. E isso é um grande problema. E não é um problema somente do Chile, é um problema do mundo, da sociedade em geral que mudou", afirmou.

Muñoz indicou que há uma "oportunidade" de solucionar esta situação, já que o Estado ou as autoridades podem aplicar medidas para fortalecer o setor florestal.

"A oportunidade é que o Estado tenha a vontade política de solucionar este tema. Pelo menos nós passamos por três governos em que não existiu essa vontade política. Esperamos que este governo a tenha. E nesse sentido, isso deve se expressar em distintas medidas que têm que ser tomadas em função do que está ocorrendo na região da Araucanía, na macrozona sul, com poucos investimentos, com desprezo pelo setor florestal", apontou.

Entre outras coisas, o dirigente indicou que é necessário que as autoridades avancem com a tramitação de projetos de lei como as Regras do Uso da Força para que o Exército conte com o respaldo político para atuar.

Segundo ele, até o momento, as Forças Armadas atuam como "acompanhantes" e é importante que participem no controle, busca e encarceramento dos "terroristas".

Fonte:BiobioChile

Compartir: