Um balanço preocupante foi entregue pelas autoridades policiais em relação aos incêndios florestais registrados na Região de Ñuble durante os primeiros dias do ano de 2026.
O Carabineros do Chile informou que, desde a última sexta-feira até a data atual, foram contabilizados um total de 15 incêndios. Durante esta temporada, já foram registrados 199 incêndios, o que representa um aumento de 27% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Sobre esta situação, o tenente-coronel José Luis Villegas, da Prefeitura de Ñuble, advertiu que os incêndios florestais "são uma grande preocupação que temos aqui na região", ressaltando que se trata de um cenário que se repete a cada temporada de verão e que obriga a intensificar as ações preventivas.
De acordo com as informações da instituição, este aumento ocorre em um contexto de altas temperaturas e maior atividade em zonas rurais, fatores que elevam o risco de ocorrência de sinistros.
Villegas explicou que "como instituição, estamos trabalhando de maneira coordenada com os Bombeiros e outros organismos, especialmente durante este período de altas temperaturas, onde o risco de sinistros aumenta consideravelmente".
Diante deste cenário, o Carabineros reforçou suas patrulhas preventivas e trabalhos de fiscalização, especialmente em setores agrícolas e florestais, com o objetivo de detectar condutas de risco e prevenir a propagação de incêndios.
Sete detidos
Em matéria de responsabilidades, o Carabineros informou que, até este 5 de janeiro de 2026, já estão registradas sete pessoas detidas por ocasionar incêndios de maneira negligente.
Villegas mencionou que "nos últimos dias conseguimos a detenção de sete pessoas que estiveram envolvidas tanto na geração de incêndios florestais quanto em fatos associados aos sinistros registrados durante a última semana".
Estes casos estão associados principalmente a condutas imprudentes e ao descumprimento de medidas básicas de prevenção, as quais resultaram na geração de focos de fogo com potencial de propagação. "Estas condutas geram um alto risco e podem ter consequências graves para as pessoas e o entorno", afirmou Villegas.
O balanço correspondente ao ano de 2025 revelou um total de 63 pessoas detidas por seu envolvimento em incêndios ou por infringir a normativa vigente que proíbe o uso do fogo em atividades agrícolas e florestais durante períodos de restrição.
Nesse contexto, o tenente-coronel precisou que "durante o ano de 2025 tivemos 63 pessoas detidas por gerar ou estar envolvidas em incêndios florestais, e também por não cumprir a normativa associada à proibição de queimadas e atividades agrícolas ou florestais".
Fonte:La Discusión
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