Natureza, o novo projeto emblemático da CMPC no Brasil, que se somaria à planta de Guaíba naquele país, recebeu a licença prévia concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) do Rio Grande do Sul. Assim, a empresa avança para uma nova etapa do processo de licenciamento ambiental das instalações industriais que a Papelera, controlada pela família Matte, busca construir na localidade de Barra do Ribeiro.
A iniciativa faz parte da estratégia de longo prazo da CMPC, orientada a fortalecer seus negócios principais —florestal, celulose e produtos de consumo massivo—, com foco em maior escala, eficiência e competitividade, sinalizou a companhia por meio de um comunicado.
O investimento neste projeto ascende a US$ 4.600 milhões e é estratégico para a empresa, já que os situaria em um primeiro quartil de custos líquidos, em um contexto desafiador no mundo da produção de celulose. Agregaria 2,5 milhões de toneladas da commodity (celulose de fibra curta).
A CMPC acaba de acordar a venda de seu negócio de ondulados no Chile com a multinacional Smurfit Westrock, por cerca de US$ 420 milhões. Na quarta-feira, por sua vez, anunciou a alienação de ativos florestais por US$ 365 milhões no Maule à J.P. Morgan Chase. Estas vendas fazem parte de um processo tendente a colocar foco em ativos onde a empresa tem perspectivas de escalonamento e também apontam para um fortalecimento financeiro.
A Licença Prévia, explicou a empresa, reconhece a viabilidade ambiental do projeto na localização proposta. Sua obtenção permite avançar para as etapas seguintes —a Licença de Instalação e, posteriormente, a Licença de Operação—, acrescentou. Embora tenha advertido que não autoriza o início da construção nem a execução de obras associadas. "A Licença Prévia é um passo importante e reflete o trabalho técnico das autoridades, das instituições do Estado, das comunidades de Barra do Ribeiro e da companhia. Natureza é um projeto estratégico e de futuro para a CMPC, o que nos permitirá seguir competindo em nível global com um alto nível de eficiência", destacou o diretor-geral da CMPC Celulose Brasil, Antonio Lacerda.
Fonte:El Mercurio
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