As exportações florestais chilenas alcançaram US$ 2.254,1 milhões entre janeiro e maio de 2026, cifra que representa uma diminuição de 15,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o mais recente relatório elaborado pelo Instituto Florestal (INFOR).

O resultado reflete um contexto internacional complexo para o setor, marcado por uma menor demanda e uma queda nos preços de alguns dos principais produtos exportados, especialmente polpas, painéis e molduras de madeira.

O ministro da Agricultura, Jaime Campos, señalou que estas cifras confirmam a necessidade de continuar fortalecendo a competitividade e a resiliência do setor florestal nacional. "Estamos enfrentando um cenário internacional exigente, mas contamos com um setor que demonstrou capacidade de adaptação e uma importante contribuição ao desenvolvimento econômico e territorial do país. Nosso desafio é seguir impulsionando a inovação, a diversificação de mercados e o fortalecimento das pequenas e médias empresas florestais para enfrentar de melhor maneira as flutuações dos mercados internacionais", afirmou.

A polpa química se manteve como o principal produto exportado, concentrando embarques de US$ 1.246,3 milhões, equivalentes a 55,3% do total exportado pelo setor. Dentro deste grupo destacou-se a polpa branqueada de eucalipto, com exportações de US$ 645 milhões, seguida pela polpa branqueada de pinus radiata, com US$ 376,6 milhões.

No entanto, ambos os produtos registraram diminuições em relação ao mesmo período de 2025, influenciadas por uma redução em seus preços médios de exportação. Em contraste, a polpa têxtil de eucalipto mostrou um desempenho positivo, alcançando US$ 150,1 milhões e um crescimento de 24,7%.

A China continuou sendo o principal destino das exportações florestais chilenas, concentrando compras de US$ 932 milhões, equivalentes a 41,3% do total exportado. Seguiram-se Estados Unidos, México, Peru e Japão. Entre estes mercados destacou-se o Peru, com um crescimento de 15,3% em suas importações de produtos florestais chilenos.

O diretor executivo do INFOR, Gabriel Valenzuela, explicou que, embora as cifras reflitam uma contração generalizada, também mostram sinais relevantes a respeito de novas oportunidades para o setor. "Observamos um cenário internacional desafiador, particularmente pela baixa nos preços de produtos estratégicos para nossa matriz exportadora. No entanto, também vemos sinais positivos em segmentos específicos, como a polpa têxtil de eucalipto e as lascas de eucalipto nitens, além do crescimento registrado em alguns mercados de destino. Estes antecedentes reforçam a importância de seguir gerando informação estratégica para apoiar a tomada de decisões públicas e privadas", señalou.

O relatório também destaca que as exportações de madeira serrada alcançaram US$ 167,7 milhões, registrando uma diminuição de 4,2%. A Coreia do Sul se manteve como principal destino, seguida pelo México e Peru. Estes dois últimos mercados registraram incrementos de 8,8% e 4,8%, respectivamente, evidenciando uma gradual diversificação dos destinos comerciais para este produto.

Por sua vez, os painéis de madeira totalizaram exportações de US$ 224,4 milhões, com uma baixa de 14,3%, enquanto as molduras de madeira registraram uma das maiores contrações do período, diminuindo 28,4% em relação a janeiro-maio de 2025.

Durante 2025, as exportações florestais chilenas alcançaram US$ 5.922,5 milhões, cifra que representou uma diminuição de 7,0% em comparação com 2024, principalmente devido à queda dos preços internacionais da polpa química, dos painéis e da madeira serrada.

Finalmente, o diretor executivo do INFOR, pontualizou que a evolução da demanda global e dos preços internacionais continuará sendo um fator determinante para o desempenho exportador do setor durante os próximos meses, em um contexto onde "a geração de informação estratégica resulta clave para anticipar tendências e fortalecer a competitividade florestal do país".


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