A Arauco encerrou os primeiros nove meses de 2026 com resultados positivos, alcançando lucros de US$99 milhões, em contraste com as perdas de US$10,3 milhões registradas durante o mesmo período de 2025. A recuperação foi impulsionada por melhores condições de preços no mercado internacional de celulose e um maior volume de vendas.

A companhia florestal, subsidiária da Empresas Copec e controlada pelo grupo Angelini, obteve ganhos de US$27,7 milhões entre julho e setembro, revertendo o resultado negativo de US$215 mil anotado no mesmo trimestre do ano passado. Nesse período, suas receitas chegaram a US$1.600 milhões, o que representa um crescimento anual de 6%.

No balanço acumulado até setembro, o faturamento alcançou US$4.681 milhões, com um incremento de 2,5% em relação a 2025. Segundo informou a empresa à Comissão para o Mercado Financeiro (CMF), o aumento das receitas trimestrais respondeu principalmente a melhores preços de venda, enquanto o resultado acumulado foi explicado por maiores volumes comercializados.

O cenário internacional, no entanto, apresentou diferenças entre mercados. Na China, a indústria enfrentou uma demanda enfraquecida nos segmentos de papéis de impressão e escrita, junto com uma oferta excessiva que manteve a pressão sobre os preços. Na Europa, a menor demanda de papel e os elevados custos de energia e transporte também condicionaram o desempenho dos produtores de tissue.

Quanto às matérias-primas, os inventários mundiais de celulose aumentaram durante o terceiro trimestre, principalmente pelo incremento da fibra curta. No entanto, próximo ao encerramento do período observaram-se altas em seus preços, enquanto a fibra longa mostrou um comportamento mais estável. Por sua vez, a polpa têxtil manteve uma demanda sólida e registrou aumentos de preços no final de setembro.


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