A produção de madeira serrada proveniente de espécies da floresta nativa no Chile voltou a recuar em 2024, consolidando uma tendência descendente que se arrasta há vários anos. Assim revelam os números publicados pelo Instituto Florestal (Infor), que mostram uma nova diminuição neste segmento da indústria.
Segundo o relatório, durante 2024 foram produzidos 44.164 metros cúbicos (m³) de madeira nativa, o que representa apenas 0,6% do total nacional. Em termos globais, a produção total de madeira serrada no Chile atingiu 7.036.724 m³ no ano passado.
Do volume total produzido, 98,3% corresponde ao Pinheiro Radiata, enquanto outras espécies exóticas contribuíram com 1,1%. A participação das espécies nativas continua a reduzir-se e mantém uma presença marginal na matriz produtiva florestal do país.
A comparação interanual também evidencia o retrocesso. Em relação a 2023, a produção de madeira serrada nativa diminuiu 12,6%, o que se traduz numa queda de 0,1 pontos percentuais na sua participação dentro do total nacional. Este declínio coloca 2024 como o ano com a menor produção de madeira serrada de espécies nativas da última década.
De acordo com a evolução histórica registrada pelo Infor, em 2015 a produção de madeira nativa superava os 120 mil m³ e a sua participação rondava os 4%. Desde então, os volumes têm mostrado uma queda sustentada, com descensos mais acentuados a partir de 2020. Embora em 2022 tenha sido registrado uma ligeira recuperação, a tendência geral manteve-se em baixa até atingir o mínimo atual.
Os números confirmam assim um processo de longo prazo que reduziu significativamente o peso da floresta nativa na indústria da serração, em contraste com o marcado predomínio de espécies exóticas, especialmente o Pinheiro Radiata, que continua a ser o pilar da produção florestal chilena.
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