Após um extenso debate, o Senado apoiou o primeiro pedido do Presidente da República, José Antonio Kast, para a renovação do estado de exceção constitucional de emergência para a macrorregião sul, medida que começou em 2022 e que hoje se estende por mais 30 dias.

A prorrogação, que começa a vigorar em 27 de março, será efetiva na Região de La Araucanía, e nas províncias de Arauco e de Biobío, da Região de Biobío. Apesar do amplo apoio (40 votos a favor, 1 contra e 2 abstenções), instou-se a "definir novas medidas futuras", maior "empoderamento das Forças Armadas", "proteção das vítimas", "ir à raiz", "buscar soluções prontas" e "não normalizar ter um Estado falido". Tudo isso, argumentou-se, para uma "desescalada" com medidas "para acabar com o terrorismo", porque "o Estado tem a obrigação de garantir a segurança das pessoas".

Antes do debate, o ministro do Interior, Claudio Alvarado, afirmou que "recorremos às nossas FF.AA. porque o que acontece supera o âmbito puramente policial. O governo anterior entendeu a gravidade e renovou a medida em 66 oportunidades" e acrescentou que "as decisões futuras serão realizadas com base em análise detalhada e séria, para isso precisamos, primeiro, manter o estado de exceção para ter margem de ação".

Do oficialismo, enfatizou-se que "este documento (pedido presidencial) não é o plano de como vamos fazer com que o estado de direito volte a imperar". "Este não é um problema do povo mapuche, este é um problema de um pequeno grupo de delinquentes, de terroristas, que se apoderaram de La Araucanía".

Enquanto isso, representantes da oposição instaram a considerar, entre outros, o Acordo para a Paz e o Entendimento e o Plano Bem Viver.

De forma transversal, instou-se a analisar e conversar sobre "condições e detalhes de um plano de desescalada".

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