René Muñoz, gerente da Associação de Contratistas Florestais, lamentou o ataque incendiário que foi descoberto na manhã desta quarta-feira no setor rural de Teodoro Schmidt, na Região da Araucanía, onde pelo menos quatro máquinas pertencentes a uma empresa resultaram completamente destruídas pelo fogo.
De acordo com informações preliminares, no local foi encontrado um pano cujo conteúdo exige a liberdade de presos mapuches que cumprem condenação em diferentes estabelecimentos penais da região. Até o momento, não foi informada a autoria da mensagem nem o ataque foi formalmente reivindicado.
Muñoz sustentou que "este é o segundo atentado terrorista na Região da Araucanía no que vai do ano de 2026 e lamentavelmente afeta pequenos contratistas que desenvolvem seus trabalhos em estado de exceção, que mantém um desdobramento das Forças Armadas na região".
"Isso continua ocorrendo e contradiz as expressões do subsecretário do Interior, que afirmou que o problema e a violência da Araucanía estavam solucionados. Isso não é assim e nós esperamos e confiamos que o próximo governo tome providências no assunto", acrescentou.
A coronel Ximena Valle precisou que se "pôde constatar que efetivamente estavam sinistradas três escavadeiras e um caminhão pertencentes a uma empresa que prestava serviços externos para realizar esta tarefa florestal".
O fato ocorreu em uma zona localizada a aproximadamente meia hora de Temuco em direção à costa. Pessoal especializado dos Carabineiros mantém-se desdobrado no local realizando diligências e perícias, incluindo a análise do pano encontrado após o atentado.
O pano em questão continha a consigna: "Liberdade para Huenchuñir, Millacheo, Tranamil e para todos os presos políticos mapuches", com referência a Jaime Huenchuñir e Lientur Millacheo, atualmente em prisão preventiva por um atentado ocorrido em 12 de novembro de 2025 em Contulmo, fato reivindicado pela organização Weichan Auka Mapu (WAM); além de Luis Tranamil, que cumpre condenação pelo homicídio do carabineiro Eugenio Naín, ocorrido em outubro de 2020.
O ataque não deixou pessoas feridas. O procedimento policial continua em desenvolvimento para determinar a dinâmica dos fatos e encontrar os responsáveis.
Fonte.Cooperativa
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