Preocupação diante dos anúncios do Governo de que avalia uma desescalada do estado de exceção constitucional de zona de emergência, vigente desde 17 de maio de 2022 nos 14 municípios da província de Biobío, nos 7 de Arauco e nos 32 da Região de La Araucanía, foi manifestada por vítimas de atentados. A decisão do Executivo foi expressa pelo ministro da Defesa, Fernando Barros, ao solicitar a renovação da medida perante a Câmara. Lá, expôs que "há a intenção de ir diminuindo a presença (das Forças Armadas), de tomar ações que permitam voltar à normalidade, fortalecendo o Carabineros e a PDI, de maneira que estas possam levar normalmente o controle da ordem pública".
René Muñoz, gerente da Associação de Contratantes Florestais, sindicato que foi vítima de 525 atentados, também rejeita uma eventual retirada dos militares. "Nós, a partir do que foi dito na campanha presidencial, esperávamos que fossem reforçadas as medidas que até agora vigoram", sustentou. "Não se pode desescalar sem, pelo menos, conseguir desarticular os grupos violentistas. Isso é o mínimo que esperamos", disse.
Christian Grollmus, juiz e uma das vítimas do atentado contra sua família e suas propriedades em Contulmo, em 29 de agosto de 2022, expressou que "o problema não é que o estado de exceção esteja vigente, mas que não está sendo utilizado". Recalcou que "nos preocupa que se esteja falando de desescalada, quando ainda não vemos um plano nem uma estratégia concreta para atacar a dezena de organizações criminosas e violentistas que operam na macrorregião sul".
Assim, pediu que sejam feitas buscas e apreensões "com o fim de confiscar armas e encontrar indivíduos com ordem de detenção".
Patricio Santibáñez, presidente da Multigremial de La Araucanía, considerou que uma eventual retirada das Forças Armadas seria "uma decisão precipitada". Lembrou que "nas zonas de maior conflito da macrorregião sul, que também são as que têm a maior população mapuche, o Presidente José Antonio Kast obteve as porcentagens de apoio mais altas, com votações acima de 70%. As demandas dos habitantes dessas zonas são por maior segurança".
Fez notar que "seria bastante contraditório que o Governo faça uma desescalada do estado de exceção, desatendendo essa demanda e sem terminar o trabalho de desarticular os grupos terroristas".
Fonte:El Mercurio
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