Uma ação conjunta de organismos públicos na província de Llanquihue permitiu detectar a comercialização irregular de madeira de lariço, espécie protegida no Chile, no âmbito de ações orientadas a reforçar o controle sobre o uso do bosque nativo.

A operação foi desenvolvida em diferentes pontos de Puerto Montt, especificamente nos setores de Alerce e Colonia Tres Puentes, onde equipes fiscalizadoras inspecionaram locais vinculados à venda e processamento de madeira.

A intervenção foi coordenada entre a Corporação Nacional Florestal (CONAF), os Carabineiros —por meio de sua unidade especializada— e o Serviço de Impostos Internos (SII), como parte de uma estratégia para supervisionar a origem dos produtos florestais que circulam no mercado.

Durante as inspeções, as autoridades detectaram a presença de madeira serrada de lariço em um dos locais visitados. No momento da revisão, não foi possível comprovar a procedência legal do material, o que resultou em sua apreensão imediata.

Do âmbito florestal, reiterou-se que a normativa vigente é estrita em relação a esta espécie, permitindo unicamente o uso de lariço morto —proveniente de remanescentes naturais— e sempre sob planos de manejo devidamente aprovados.

Nesse contexto, as autoridades enfatizaram a importância de fortalecer a rastreabilidade na cadeia de comercialização, assim como o papel dos consumidores no momento de adquirir produtos florestais, recomendando exigir a documentação que respalde sua origem.

Este tipo de operação está inserido em um trabalho sustentado de fiscalização interinstitucional, cujo objetivo é prevenir a extração ilegal de recursos florestais, resguardar espécies protegidas e assegurar o cumprimento da legislação vigente.

O lariço, declarado Monumento Natural no Chile, conta com proteção legal há décadas, o que proíbe sua derrubada em estado vivo e estabelece controles estritos sobre seu aproveitamento e comercialização.

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