Na comuna de Fresia, Província de Llanquihue, Carabineros deteve três indivíduos acusados de realizar corte ilegal de uma árvore nativa sem autorização da Corporação Nacional Florestal (Conaf). O procedimento ocorreu no setor Llico, localidade de Parga, após uma denúncia.

O sargento primeiro Cristian González Sánchez, encarregado da Patrulha Florestal e Prevenção de Incêndios de Carabineros, informou que os sujeitos foram surpreendidos cortando um exemplar de hualle (Nothofagus obliqua), denominação juvenil do carvalho chileno.

Detalhes da detenção

Os três homens, entre 25 e 60 anos, entraram em uma propriedade privada sem serem proprietários nem possuírem autorizações da Conaf. Segundo o relatório policial, sua intenção era obter madeira para comercializá-la no mesmo setor.

“Essas pessoas estavam acostumadas a entrar na propriedade para fazer lenha com esses troncos e proceder à sua venda no mesmo setor. Manifestaram que não era o setor deles, então, da mesma forma, entrou-se em contato com a vítima, a qual foi ouvida em depoimento e procedeu-se à detenção dessas pessoas”, afirmou González.

Os detidos foram colocados à disposição do Ministério Público, enquanto se coletam antecedentes para determinar responsabilidades e eventuais sanções.

Importância da autorização

O sargento González destacou a relevância de cumprir com os trâmites exigidos pela Conaf, que incluem a apresentação de um plano de manejo florestal. Essas medidas visam garantir que a extração de madeira seja realizada em locais autorizados e sob critérios técnicos que evitem danos ambientais.

“É fundamental que aqueles que precisam realizar esse tipo de trabalho o façam no âmbito da normativa vigente, com autorização da Conaf, para não incorrer em delitos que terminam em detenções”, enfatizou.

O corte ilegal de espécies nativas como o carvalho chileno não constitui apenas um delito, mas também afeta a biodiversidade e a regeneração das florestas. A legislação florestal vigente prevê sanções administrativas, civis e até penais para quem incorrer nessas práticas.

Este caso reforça a necessidade de fortalecer a fiscalização e a educação ambiental nas comunidades rurais, onde a extração de lenha continua sendo uma atividade frequente.

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