Vínculos entre empresários de direita e grupos radicais que estariam operando na província de Arauco –região do Bío Bío– denunciou o ex-delegado presidencial da referida zona, Humberto Toro.

A ex-autoridade apontou também para a relação da política, dos negócios e da atuação dos grupos que retomaram a violência na macrozona.

Foi numa forte discussão em El Tablón que o ex-delegado presidencial em Arauco, Humberto Toro, retratou o que ocorre por trás das organizações radicais na zona que se atribuem ataques incendiários.

A ex-autoridade assegurou que há crime organizado e que os implicados são delinquentes, que estariam se escondendo atrás de um pano de fundo de luta, protagonizando atos criminosos como roubo de madeira, roubo de carros, droga e tráfico de armas.

“Por trás disso está o dinheiro. Passaram do roubo da madeira para a droga, para o roubo de veículos, etc. São delinquentes aproveitando as características do território”, asseverou.

Além disso, revelou que após atentados na província de Arauco, como no caso Grollmus, as armas foram fornecidas por empresários locais ligados à direita.

O ex-delegado detalhou que a pessoa apontada pelo tráfico de armas cooperou com a investigação que permitiu a detenção das 22 pessoas que participaram do atentado.

A deputada republicana Paz Charpentier respondeu-lhe que não pode vincular falta de emprego na província com o ingresso em grupos radicais.

A ex-autoridade da província de Arauco comentou que a forma de desarticulá-los anda de mãos dadas com a presença do Estado, maiores oportunidades laborais e, em paralelo, a perseguição policial.

Fonte:BiobioChile

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