Durante os últimos meses, a pasta ambiental desenvolveu diversas atividades participativas nos municípios de Quirihue, Coelemu e Cobquecura, com o objetivo de socializar este instrumento de conservação e fortalecer a consciência cidadã sobre a importância do queule e dos ecossistemas onde habita.

O Plano de Recuperação, Conservação e Gestão (Recoge) corresponde a um instrumento voltado à proteção de espécies classificadas em categorias de ameaça. Neste contexto, o trabalho impulsionado pelo Ministério busca integrar municípios, organizações comunitárias, proprietários de terrenos, estabelecimentos educacionais e atores locais em ações concretas para a conservação desta emblemática espécie.

O queule possui múltiplos benefícios ambientais e sociais. Entre eles, destaca-se sua contribuição para a adaptação frente às mudanças climáticas, devido à sua capacidade de captura e armazenamento de carbono, contribuindo para a regulação climática e a conservação da biodiversidade local. Da mesma forma, sua presença favorece a proteção dos solos, o equilíbrio dos ecossistemas e a salvaguarda do patrimônio natural de Ñuble.

Junto com sua relevância ecológica, o queule também faz parte da identidade territorial e sociocultural das comunidades costeiras e rurais da região, transformando-se em um símbolo de conservação e desenvolvimento sustentável.

As jornadas participativas realizadas incluíram espaços de diálogo e atividades de educação ambiental voltadas a dar a conhecer a espécie, bem como colher visões e propostas provenientes de uma ampla diversidade de atores, promovendo uma gestão colaborativa para enfrentar ameaças como a fragmentação de habitat, os incêndios florestais e a mudança no uso do solo.

Do Ministério do Meio Ambiente destacaram a importância de fortalecer o trabalho conjunto com os territórios para avançar em medidas efetivas de conservação e fomentar uma maior valorização da floresta nativa e das espécies que a compõem.

Neste contexto, a seremi do Meio Ambiente de Ñuble, Angélica Cuevas Palominos, destacou a relevância do plano e o compromisso institucional com a conservação: “Estamos impulsionando uma política decidida para proteger nossa biodiversidade, e o queule representa hoje uma urgência em matéria de conservação, devido ao estado crítico de suas populações. Do Ministério do Meio Ambiente, e seguindo o mandato do Presidente José Antonio Kast, estamos trabalhando neste Plano RECOGE junto a instituições e comunidades, fortalecendo a coordenação e a participação cidadã para avançar em sua proteção”.

Fonte:La Discusión

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