Empresas CMPC, empresa controlada pela família Matte do setor florestal, estimou investimentos de US$ 658 milhões para 2026, com foco em seu negócio florestal e de celulose, embora destinados principalmente à continuidade operacional.

“O Capex para este ano é de US$ 658 milhões, dos quais o negócio de celulose propriamente dito representa US$ 150 milhões”, detalhou o diretor-presidente da Empresas CMPC, Francisco Ruiz-Tagle, após a assembleia geral ordinária anual de acionistas realizada ontem, conforme publicado pelo ValorFuturo.

Em detalhes, o executivo acrescentou que US$ 138 milhões vão para sua subsidiária Softys, US$ 7 milhões em papelões. “No Chile, dos US$ 311 milhões, e no Brasil serão US$ 64 milhões”, disse.

“Para a Natureza (projeto emblemático de celulose no Brasil), basicamente há investimentos muito mínimos relacionados aos estudos que foram feitos, que somam cerca de US$ 20 milhões”, pontuou, lembrando que esse é justamente o maior projeto que a empresa tem em pauta para os próximos cinco anos, o qual requer investimentos superiores a US$ 4 bilhões.

O presidente do conselho de administração, Bernardo Larraín Matte, que presidiu a assembleia pela primeira vez, manifestou que a empresa enfrentou um 2025 complexo, marcado por uma deterioração em vários mercados onde opera, situação que se aprofundou em alguns casos. Uma maior autossuficiência em celulose, em mercados-chave como a China, decorrente da guerra comercial, juntamente com uma menor demanda, fez cair os preços desse insumo. Enquanto o negócio de consumo de massa, por meio da Softys, embora tenha crescido, experimentou uma deterioração em seu Ebitda. Isso, entre outros fatores, devido ao excesso de capacidade em mercados-chave (México e Brasil), indicou Larraín Matte.

Fonte:El Mercurio

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