A Municipalidade de Santa Juana e os particulares afetados pelo incêndio florestal de 2023 avaliam ações indenizatórias contra a empresa Coelcha. As ações legais são avaliadas a partir da decisão do Ministério Público de levar a julgamento os dois acusados no caso, que arriscam penas acima de 5 anos de prisão.

Há alguns dias, foi divulgado o próximo fim da investigação sobre o chamado incêndio de Santa Ana, que devastou as comunas de Nacimiento e Santa Juana em fevereiro de 2023.

Serão acusados e levados a julgamento dois trabalhadores da Cooperativa Elétrica Charrúa, a quem o Ministério Público atribui a responsabilidade pelo início do sinistro devido à falta de manutenção da faixa de segurança sob a linha elétrica.

Após saber dessa decisão, o prefeito de Santa Juana, Angel Castro, como querelante na vertente penal, adiantou que agora começará a trabalhar na ação civil para que a empresa restitua as perdas sofridas pelo município.

No mesmo sentido se manifestou o advogado Remberto Valdés, que representa famílias que perderam entes queridos. Sobre eles, disse o profissional, serão feitas valer as responsabilidades civis e, como querelante perante o Ministério Público, adiantou que fará parte da acusação para buscar as máximas penas contra os funcionários da Coelcha.

No final de maio, prevê-se que o promotor Jorge Lorca comunique ao Juizado de Garantia de Nacimiento o encerramento da investigação, portanto, a acusação com o pedido de penas seria conhecida nos primeiros dias de junho.

Fonte:BiobioChile

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