O gerente da Associação de Contratantes Florestais (Acoforag), René Muñoz, afirmou que a crise que o setor florestal enfrenta “se deve a vários fatores”. Um deles seria “a condição de violência que persiste há quase 30 anos, onde o Estado fechou os olhos e viu como os fatos acontecem”.
“Temos regulamentações trabalhistas que impuseram um maior valor ao custo, a regulamentação com o aumento da contribuição, as 40 horas. Acrescentemos que a institucionalidade também não está à altura, não se refloresta há 15 anos no país. Portanto, isso retira recursos, retira patrimônio para que indústrias se instalem e possam desenvolver projetos”, acrescentou.
Ao somar esses fatores ao custo, “sem dúvida perdemos competitividade. Estamos no fim do mundo e competimos com países que estão mais próximos dos mercados (…) A condição é muito deprimida, é uma crise que acreditamos estar começando”.
Isso dentro do cenário complexo que o setor florestal da Região do Biobío enfrenta, após cerca de 700 subcontratados florestais terem sido demitidos.
Diante desse cenário, o sindicato florestal e autoridades regionais manifestaram sua preocupação com o impacto das demissões em centenas de famílias da região e fizeram um apelo para que medidas sejam tomadas para enfrentar essa crise.
Por sua vez, o delegado presidencial regional do Biobío, Julio Anativia, manifestou sua preocupação com algumas das demissões que ocorreram no setor florestal, onde “no último caso, são 350 famílias da região que estão passando por essa situação”.
Da mesma forma, o delegado destacou que “existe, em geral, uma crise de desemprego no Chile e na Região do Biobío, e em particular no setor florestal, que nos preocupa. Por isso, sendo um dos eixos prioritários do governo do presidente Kast, estamos realizando ações em nível geral como governo e na região. O ministro da agricultura, Jaime Campos, adiantou que está trabalhando em um projeto de lei que terá como objetivo incentivar a atividade florestal das pequenas e médias empresas, de forma a apoiar essa atividade econômica e motivar o emprego nesse setor”.
“Adicionalmente, também estamos trabalhando em matéria de prevenção de incêndios, de segurança, que são fatores complementares, mas que sabemos que também contribuem para uma situação mais estável da atividade florestal, e que assim se protejam os empregos da Região do Biobío e do nosso país”, afirmou.
Fonte:Sabes
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