A crise do setor florestal em Biobío atinge fortemente os trabalhadores. Já houve desligamentos de centenas de pessoas nas empresas da região, e soma-se o setor de contratados, onde mais de 600 estão sofrendo as consequências dos problemas do ramo.

Nesse sentido, o senador do Partido Socialista, Gastón Saavedra, acredita que é necessário que o Ministério do Trabalho esteja presente em Biobío. Daí o apelo ao ministro Tomás Rau para que tome ações concretas. "Neste caso, o ministro do Trabalho deveria vir aqui com urgência para poder liderar, a seu bom entender, toda essa política de proteção social que deve ser dada àqueles que perderam os empregos", afirmou.

O governador regional Sergio Giacaman insistiu que o governo deve ter considerações especiais com a região de Biobío, que passa por uma crise industrial, florestal e, além disso, com altas taxas de desemprego. "Mas ao mesmo tempo, reunir os setores produtivos para gerar estratégia, mas também gerar uma conversa com o nível central. Acreditamos que a região de Biobío requer um tratamento diferenciado. Incompreensível para a região que é a capital industrial do Chile, com a crise de emprego que tem, é necessário um esforço extraordinário por parte do governo".

O deputado da Democracia Cristã pelas províncias de Arauco e Biobío, Patricio Pinilla, espera que o governo assuma o problema e que se possam convocar mesas de trabalho. "Acredito que há uma série de elementos que deveriam ser abordados de forma um pouco mais conjunta. Vamos tentar e promover algum tipo de mesa de trabalho e convidá-lo também, para que a autoridade, especialmente o governo, que tem muito mais responsabilidades nessa área, também possa fazer parte de algum tipo de solução ou contenção para esta crise".

Por sua vez, a delegada presidencial em Biobío, Julia Anativia, garantiu que estão preocupados com o problema e que, por isso, entraram em contato com as empresas. E acrescentou que o governo está preparando um plano de fomento florestal. "Estivemos em contato com empresas, em particular com a CMPC e também com a Corma, que reúne todas as organizações da madeira. Estamos coordenando ações em matéria de segurança, que é importante e é um dos fatores que afeta o emprego e a situação dessas empresas, também em matéria de prevenção de incêndios. Ontem tivemos uma reunião em particular com a Corma, que nos permitiu avançar nessas questões".

Lembremos que, por meio do Ministério da Agricultura, o governo estaria justamente preparando um plano de fomento florestal, o que incluiria uma nova lei nessa matéria.

Fonte:Canal 9



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