Durante a manhã desta sexta-feira, 19 de junho, realizou-se a primeira sessão da Força-Tarefa Macrozona Sul, uma das sete instâncias anunciadas pelo Presidente José Antonio Kast, como parte da nova institucionalidade impulsionada em matéria de segurança.
A iniciativa foi criada com o objetivo de coordenar e fortalecer a resposta do Estado frente à violência organizada que afeta as regiões de La Araucanía, Biobío e Los Ríos, mediante o trabalho conjunto de órgãos de segurança, inteligência e defesa.
Nesta primeira reunião, o foco esteve em identificar os fatores que atualmente limitam ou dificultam a capacidade das instituições para prevenir, detectar, fiscalizar e investigar fatos de violência na zona.
Para isso, cada órgão participante expôs suas principais lacunas relacionadas ao acesso à informação, coordenação interinstitucional, recursos humanos, capacidades tecnológicas e procedimentos operacionais.
O ministro da Segurança Pública, Martín Arrau, destacou o alcance desta nova instância de coordenação estatal.
“Esta Força-Tarefa representa a vontade do Governo de enfrentar o terrorismo e a violência organizada no sul do Chile com toda a capacidade do Estado. Pela primeira vez, de maneira formal, as Forças Armadas, as polícias e os órgãos de inteligência trabalham em uma mesma mesa com um objetivo comum: devolver a paz e a segurança às famílias de La Araucanía, Biobío e Los Ríos. Não vamos recuar”, afirmou.
Trabalho semanal e diagnóstico de lacunas
A Força-Tarefa faz parte da Unidade Ministerial Estratégica (UME), liderada por Eduardo Bennett, e funcionará mediante ciclos semanais de trabalho.
Como resultado desta primeira sessão, será elaborado um Cadastro de Lacunas e Requerimentos Institucionais, documento que reunirá as necessidades apresentadas pelos órgãos participantes.
Posteriormente, em uma segunda sessão, essas lacunas serão revisadas e priorizadas com o propósito de definir linhas de ação concretas. Essas medidas poderão se traduzir em melhorias de coordenação, ajustes procedimentais, fortalecimento institucional ou propostas de caráter normativo.
Segundo foi informado, o objetivo final é gerar soluções que permitam orientar a tomada de decisões das autoridades e fortalecer de maneira sustentada a resposta coordenada do Estado frente à violência organizada no sul do país.
Participação de órgãos públicos
A Força-Tarefa Macrozona Sul reúne treze instituições: o Ministério do Interior, o Ministério da Defesa Nacional, a Agência Nacional de Inteligência, o Exército, a Marinha, a Força Aérea, a Direção-Geral de Mobilização Nacional, a Direção-Geral do Território Marítimo e Marinha Mercante, a Direção-Geral de Aeronáutica Civil, a Polícia Militar (Carabineros), a Polícia de Investigações, a Agência Nacional de Cibersegurança e a Gendarmaria.
Além disso, conta com a colaboração de catorze órgãos adicionais, entre eles os Governos Regionais de La Araucanía, Biobío e Los Lagos, junto a ministérios setoriais e entidades fiscalizadoras e financeiras como o Serviço de Impostos Internos, a Unidade de Análise Financeira e o Serviço Nacional de Alfândegas.
Fonte:Diario Concepción
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