A família do patrulheiro florestal assassinado em Carahue apresentou uma queixa por homicídio qualificado mais de quatro anos após o crime perpetrado por um grupo armado em uma propriedade florestal.

A queixa foi apresentada ao Tribunal de Garantia de Carahue, com o objetivo de buscar a responsabilidade penal dos responsáveis pelo assassinato do jovem brigadista florestal, Benjamín Bustos Manrique, ocorrido em 20 de fevereiro de 2022 no município de Carahue.

Benjamín Bustos trabalhava como guarda dentro da propriedade El Encanto, localizada no setor Llanquín e de propriedade da Forestal Mininco, prestando serviços para a empresa First Security quando foi atacado e assassinado junto com seu colega de trabalho, Alejandro Carrasco Millafe.

Já se passaram quatro anos desde o crime e para Ingrid Manrique, mãe do jovem assassinado, tem sido uma eternidade esperando por justiça, esperando que as polícias identifiquem e prendam os responsáveis.

“Estamos há mais de 4 anos esperando por justiça pelo assassinato do nosso filho Benjamín, mas ninguém faz nada neste país. É chegar e matar e não acontecer nada com eles. Não pode ser. Meu filho estava apenas trabalhando; não merecia morrer assim, dessa maneira, tão cruelmente. Estamos destruídos. Tenho uma dor na alma que jamais passará”, lamentou a mulher.

A ação legal foi apresentada pelo advogado Luis Candia, que representa os pais de Benjamín Bustos Manrique.

O querelante neste caso disse que, de acordo com os antecedentes reunidos durante a investigação, ambas as vítimas foram abordadas por um grupo indeterminado de indivíduos que agiu de forma premeditada e com evidente alevosia.

Os atacantes teriam dominado os trabalhadores, que estavam desarmados, para posteriormente atirar neles em múltiplas ocasiões, sem que tivessem qualquer possibilidade de se defender porque não portavam armas de fogo.

Fonte:BiobioChile

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