Até Angol chegaram os delegados presidenciais regionais do Biobío, Julio Anativia, e de La Araucanía, Francisco Ljubetic, para liderar a primeira reunião da Macrozona Sul sob a atual administração do Governo com os delegados provinciais de Arauco, Biobío e Malleco, províncias que se encontram sob estado de exceção constitucional.
No encontro participaram também representantes do Ministério da Segurança Pública e o chefe de defesa de La Araucanía, general José Manuel Soto, que a partir de 20 de junho assumirá o "comando único das Forças Armadas na zona. Isto, depois de que no passado 18 de maio o Congresso aprovasse uma nova prorrogação de 30 dias ao estado de exceção na Macrozona Sul. Durante a discussão legislativa, o ministro do Interior, Claudio Alvarado, anunciou uma bateria de iniciativas para ampliar as faculdades das Forças Armadas, entre elas a faculdade de realizar controles de identidade preventivos e investigativos, registros de vestimentas, bagagem e veículos, além de efetuar detenções em flagrante.
Na ocasião, Alvarado anunciou a possibilidade de implementar um comando unificado na chefia da defesa "para efeitos de uma melhor coordenação e de maior efetividade (...) em toda a área de exceção". Situação que foi confirmada na jornada de ontem.
Assim, o general José Manuel Soto, atual encarregado da medida em La Araucanía ficará a cargo da coordenação do pessoal do Exército e também da Marinha, este último desdobrado nas províncias de Biobío e Arauco (Região do Biobío).
Maior coordenação entre as zonas
A reunião, realizada a portas fechadas na Delegação Presidencial Provincial de Malleco, permitiu analisar os pontos estratégicos nos quais continuará operando o pessoal militar, além de começar a desenvolver um trabalho em conjunto entre o Executivo e a chefia de defesa, para o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas em setores rurais de ambas as regiões.
O delegado presidencial de La Araucanía, Francisco Ljubetic, destacou que as coordenações "permitem robustecer o trabalho do pessoal desdobrado" na zona. Acrescentou que "do ponto de vista geográfico não existe uma divisão territorial porque os fatos ocorrem em La Araucanía e na zona de Arauco, principalmente", pelo que qualificou como "de suma utilidade" contar com um único comando e concepção da perseguição dos grupos armados.
Por sua vez, o delegado presidencial da Região do Biobío, Julio Anativia, afirmou que o encontro teve como principal objetivo coordenar ações com o futuro chefe de defesa de ambas as regiões. Acrescentou que "trata-se de uma mudança de chefia, mas que vai continuar com o pessoal de ambas as instituições desdobrados por todas as províncias que integram a Macrozona Sul (...). Há razões estratégicas que foram consideradas para ter um comando unificado (mas) os recursos e o pessoal se mantêm desdobrados", enfatizou.
Fonte:El Mercurio
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