As exportações florestais da Região do Biobío alcançaram US$ 204 milhões durante maio de 2026, representando 63,7% do total dos envios regionais ao exterior. Apesar de manter sua posição como o principal setor exportador da região, o número evidencia uma diminuição de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

De acordo com o Boletim de Exportações Florestais elaborado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a celulose continua sendo o principal produto exportado, concentrando 63,8% do total florestal regional com envios de US$ 130,1 milhões. Em seguida, vêm a madeira serrada (US$ 26,3 milhões), os painéis de fibra de madeira (US$ 11,2 milhões), a madeira compensada (US$ 10,2 milhões) e os perfis e molduras de madeira (US$ 5,9 milhões).

A atividade econômica vinculada à fabricação de celulose, papel e papelão liderou as exportações florestais do período, com uma participação de 66,6% e um montante de US$ 135,9 milhões, registrando uma queda interanual de 3,7%. Por sua vez, a atividade florestal apresentou uma queda mais pronunciada de 20,1%, totalizando US$ 67,8 milhões.

Mercados internacionais

Em matéria de mercados internacionais, a China se manteve como o principal destino das exportações florestais do Biobío, concentrando 32,3% do total exportado e alcançando US$ 65,9 milhões. No entanto, os envios ao gigante asiático diminuíram 11% em comparação com maio de 2025.

Os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar entre os principais compradores com US$ 30 milhões, embora tenham registrado uma das maiores quedas do período, com um retrocesso de 30,7%. Por sua vez, os Países Baixos importaram US$ 16,9 milhões, enquanto a Coreia do Sul e a Alemanha mostraram um comportamento positivo, com aumentos de 21,9% e 103,6%, respectivamente.

Os cinco principais destinos —China, Estados Unidos, Países Baixos, Coreia do Sul e Alemanha— concentraram 67,7% das exportações florestais regionais, somando US$ 138,1 milhões.

Embora o setor florestal enfrente um cenário de contração em relação ao ano anterior, ele continua sendo o principal motor exportador da Região do Biobío. A alta participação do ramo no comércio exterior regional reflete sua relevância econômica e a necessidade de continuar diversificando mercados e produtos para enfrentar as flutuações da demanda internacional.

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