Do setor florestal, lamentaram as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos florestais chilenos, que neste caso chegam a 12,5%. Embora representem um novo desafio para a indústria, também são vistos como uma oportunidade para tomar decisões que permitam fortalecer o setor.
A Associação de Contratistas Florestais (Acoforag) manifestou sua preocupação com a medida. Seu gerente, René Muñoz, afirmou que espera que os compromissos assumidos pelo Governo em matéria de reflorestamento sejam cumpridos.
“Sem dúvida, replantar é um dos marcos que precisam ser cumpridos. É necessário replantar e gerar um recurso florestal que permita a instalação de novas indústrias e melhore nossa oferta”, afirmou.
Acrescentou que “esperamos que isso ocorra durante este Governo, porque assim foi proposto tanto pelo ministro da Agricultura quanto pelo Presidente da República”.
Por sua vez, o presidente da Corma, Rodrigo Oryan, lamentou a decisão dos Estados Unidos e garantiu que no setor florestal chileno não existe trabalho forçado, um dos argumentos apresentados pela administração estadunidense para justificar o aumento tarifário.
“Esta tarifa é, sem dúvida, uma má notícia para o setor florestal chileno e também para os Estados Unidos. Quero ser muito claro nisso: não há evidências de trabalho forçado no setor florestal chileno. Assim o comprovamos durante todo esse processo, com antecedentes técnicos e jurídicos muito claros”, afirmou.
Da mesma forma, destacou que a indústria florestal chilena cumpre uma legislação trabalhista rigorosa.
O senador do Partido Socialista, Gastón Saavedra, manifestou sua preocupação com a situação e afirmou que, embora espere que o setor possa superar esse cenário, é necessário que o Governo investigue as denúncias sobre eventuais casos de trabalho forçado.
“É um tema preocupante e é preciso ser muito preciso. Se isso existe, deve ser sancionado e proibido, porque afeta a imagem do país e não é aceitável que tenhamos esse tipo de prática no Chile, muito menos em nossa região”, afirmou o parlamentar.
A deputada da UDI, Flor Weisse, também lamentou o aumento das tarifas e expressou sua esperança de que o Governo implemente medidas que permitam mitigar o impacto que essa decisão possa ter sobre a indústria florestal.
“A Região do Biobío concentra cerca de 40% das exportações florestais do país, sendo o principal polo florestal nacional”, destacou.
Essa situação representa um novo golpe para um setor que já enfrenta um cenário complexo na Região do Biobío, marcado pela diminuição dos investimentos e pela migração de projetos para países como o Brasil, que oferecem condições mais favoráveis para o desenvolvimento da atividade florestal.
Fonte:Canal 9
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