O ministro da Agricultura, Jaime Campos, questionou duramente a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa tarifária de 12,5% a parte das exportações chilenas e classificou como uma "lorota" o argumento utilizado por Washington para justificar a medida.
A resolução estadunidense surgiu após uma investigação realizada sob a seção 301 de sua Lei de Comércio contra cerca de 60 economias, acusadas de não proibir nem fiscalizar eficazmente a importação de produtos elaborados mediante trabalho forçado.
Questionado sobre a medida, Campos afirmou que se trata de uma "péssima notícia" para o Chile.
"Vejamos, em português claro: péssima notícia. Obviamente, lamentável notícia. O que está sendo feito, o que foi feito em relação ao Chile, é uma atuação arbitrária do governo norte-americano, uma vez que está violando o Tratado de Livre Comércio que já havíamos assinado e princípios universais do comércio internacional", sustentou.
O secretário de Estado advertiu que a sobretaxa imporá um ônus adicional sobre o setor exportador nacional, especialmente sobre a agricultura, ao reduzir sua competitividade frente a outros mercados. No entanto, sua crítica mais dura apontou para o fundamento utilizado pelos Estados Unidos para aplicar os novos gravames.
"Além disso, a lorota que inventaram para nos impor esta medida tarifária quase parece piada, porque sustentar que no Chile existe trabalho forçado… nem o maior inimigo dos interesses chilenos havia ousado sustentar isso", afirmou.
Isso ele disse apesar de os Estados Unidos nunca terem acusado o país de ter trabalho forçado, mas sim o questionaram por impedir a importação de produtos elaborados mediante trabalho forçado.
"O que o governo pode fazer? Além de conversar, negociar, dialogar, etc., diante de uma potência como os Estados Unidos. Continuar dialogando. E a agricultura, como tantas vezes ocorreu, e todo o setor produtivo nacional, terá que se adequar a essa nova realidade", assinalou.
Fonte:Emol.com
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