As exportações chilenas de postes e dormentes alcançaram um desempenho positivo durante 2025, totalizando 42.007,5 toneladas por um valor de US$ 22,7 milhões. Os números representam um aumento de 3,9% no volume exportado e de 18,2% no montante obtido em comparação com o ano anterior, consolidando a recuperação que este segmento da indústria florestal vem apresentando.

De acordo com informações elaboradas pelo Instituto Florestal (INFOR), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, os últimos três anos constituem o período de maiores exportações de postes e dormentes desde 2012, ano em que se registrou o máximo histórico de 57,9 mil toneladas exportadas.

A análise histórica mostra que o setor experimentou um importante retrocesso entre 2013 e 2017, atingindo nesse último ano seu menor nível dos últimos quinze anos, com apenas 18,3 mil toneladas exportadas. Desde então, o mercado tem evidenciado uma recuperação sustentada, chegando em 2025 a um volume que representa um aumento de 129,5% em relação ao registrado nove anos atrás.

Os dados do INFOR revelam que a recuperação não se reflete apenas nas quantidades exportadas, mas também no valor dos produtos. Durante 2025, o preço médio de exportação dos postes alcançou os US$ 585 por tonelada, enquanto o dos dormentes chegou a US$ 466 por tonelada, contribuindo significativamente para o aumento do valor total exportado.

Da mesma forma, as estatísticas indicam que os postes continuam sendo o principal produto exportado dentro desta categoria, concentrando a maior participação no volume total dos embarques ao exterior. Os dormentes, por sua vez, mantiveram uma participação relevante e mostraram uma evolução favorável em seus preços durante os últimos anos.

O desempenho observado em 2025 confirma uma tendência positiva para este nicho do setor florestal chileno, que conseguiu recuperar grande parte do terreno perdido após a queda registrada em meados da década passada. Os números compilados pelo INFOR evidenciam que as exportações de postes e dormentes atravessam um de seus melhores momentos em mais de dez anos, impulsionadas tanto por uma maior demanda internacional quanto por melhores preços de exportação.


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