A Associação Chilena de Biomassa A.G (AChBIOM) confirmou que o mercado de pellets atravessa um período de «escassez» em sua disponibilidade devido a uma demanda que superou as projeções sazonais.

Daniela Espinoza, gerente do setor, detalhou que essa situação não responde a um desabastecimento total, mas sim a um aumento crítico no consumo devido às baixas temperaturas. "O ponto é que houve um aumento importante na demanda. Por isso, tanto empresas distribuidoras quanto produtoras — que, no fim, gerenciam toda a cadeia logística — precisam fazer um esforço maior para chegar a cada ponto de venda. Para distribuir o estoque a mais famílias, muitas empresas limitaram a quantidade de sacos por pessoa.

E o mais importante: quero transmitir tranquilidade. Hoje não há nenhuma empresa parada por falta de matéria-prima", explicou.

Esse cenário tem gerado longas filas de usuários em cidades como Osorno, Puerto Montt e Castro.

A representante do setor afirmou que a Região de Los Lagos se mantém como a principal consumidora de pellets em nível nacional, o que exige um esforço logístico maior, por estar afastada dos centros produtivos.

Diante das imagens de pessoas comprando grandes quantidades de sacos, a gerente da Associação Chilena de Biomassa A.G AChBIOM fez um apelo enérgico para que as compras sejam responsáveis e para evitar o «acúmulo». "Agora se observa uma demanda explosiva nos pontos de venda. Além disso, diante dos rumores de escassez, algumas pessoas tendem a acumular produtos e compram muito mais do que realmente precisam", indicou.

Apesar da escassez, o setor garantiu que não há empresas paralisadas por falta de matéria-prima neste momento e que o sindicato mantém uma mesa de trabalho constante com o Ministério de Energia para monitorar os níveis de oferta e demanda em cada região.

Fonte:Rádio Sago

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