Um passo fundamental para o reflorestamento do Biobío foi dado na semana passada pela Conaf em conjunto com o Gore Biobío, mas com um olhar voltado para a prevenção dos incêndios florestais.
E é que o que aconteceu no verão em Penco e Tomé é algo que gera preocupação na Conaf e eles não querem que se repita em pouco tempo.
Nesse sentido, em conversa com o SABES, a diretora nacional da Conaf, Aida Baldini, indicou que a corporação já trabalha na temporada de incêndios florestais que se aproxima.
“Estamos trabalhando na prevenção dos incêndios florestais diante da próxima temporada, tem que existir muita consciência por parte da população do Biobío de que existe muita biomassa. Por causa disso, conseguimos um decreto que permite reduzir biomassa em um período em que não se permitia queimar, desde que as condições de ventilação permitam”, afirmou.
Baldini explicou que uma das medidas tomadas este ano é a aplicação de fogo técnico nas zonas onde existe biomassa abundante e “trata-se de um trabalho árduo que foi realizado entre os ministérios da Agricultura, do Interior e do Meio Ambiente, conseguiu-se a autorização para essas queimadas, e é uma ferramenta que o país precisa”.
Conaf e a prevenção de incêndios florestais no Biobío
Na Conaf já trabalham na próxima temporada de incêndios florestais, embora também exista um olhar de longo prazo.
Nesse sentido, a diretora Aida Baldini ratificou que “passar de uma corporação de direito privado para um serviço florestal não é tão simples. Já temos um pacote de leis preparadas e o fomento florestal é indispensável para o setor florestal e a área ambiental do nosso país”.
Além disso, “estamos trabalhando na lei de Incêndios Florestais, à qual serão feitas indicações, entre elas a integração de pontos vinculados à prevenção. A Conaf sabe a origem dos incêndios florestais, 3% é por causa natural. O Botão Vermelho nos permite antecipar os recursos, e com essa lei, estamos proibindo a trilha, já que isso também é um fator que gera incêndios”.
Conaf e a Lei de Fomento Florestal
Espera-se que durante o mês de agosto, o Ministério da Agricultura apresente uma nova Lei de Fomento Florestal e assim atualize o antigo Decreto 701.
Nesse cenário, a diretora da Conaf estimou que “o fomento florestal é indispensável para o setor florestal e para o setor ambiental também, já que este projeto abrange ambas as fases e tem boa recepção entre os atores”.
“Vamos determinar as áreas a florestas, o fomento e sua fiscalização. Embora falte pessoal, estamos integrando novas ferramentas como o satélite, entre outras”, concluiu.
Fonte:Sabes
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