O conselho de administração da Arauco convocou uma assembleia extraordinária de acionistas para aprovar um contrato de compromisso de aporte de capital de US$ 450 milhões para a companhia. O encontro foi marcado para o próximo dia 10 de setembro.

Anteriormente, em 25 de junho, o conselho de administração da Empresas Copec havia acordado a aprovação da operação, chamada de acordo de apoio de capital (ESA, na sigla em inglês), destinada ao seu braço florestal Arauco.

A companhia está desenvolvendo um megaprojeto no Brasil, Sucuriú, que prevê um investimento de US$ 4,6 bilhões e que produzirá 3,5 milhões de toneladas de polpa por ano.

"A Empresas Copec se comprometerá, de forma irrevogável e incondicional, a manter disponível para a Arauco um montante de até US$ 450 milhões, que poderá ser solicitado, em uma única parcela ou em várias, de 1º de janeiro de 2027 até 31 de dezembro de 2028, mediante a ocorrência de determinados eventos de ativação", comunicou a empresa em um fato relevante.

Enquanto o ESA estiver em vigor, a Arauco pagará uma comissão crescente de 0,3% ao ano, calculada sobre o saldo não desembolsado do montante comprometido.

"A celebração do ESA não implicará um desembolso imediato para a Empresas Copec. Seus eventuais efeitos financeiros dependerão da ocorrência de algum dos eventos de ativação e do montante que a Arauco solicitar, portanto não é possível quantificá-los nesta data", destacou a Empresas Copec.

Além disso, o conselho definiu a EY Consultores Limitada como avaliadores independentes do processo, para que comuniquem aos acionistas as condições da operação, os prazos e seu possível impacto na Arauco.

O processo ocorre em meio a uma forte pressão financeira da companhia, devido ao investimento que está realizando no Brasil. Em maio deste ano, o gerente de Administração e Finanças da Empresas Copec, Rodrigo Huidobro, disse na conference call da empresa que haviam comprometido uma injeção de capital de US$ 1,2 bilhão da Empresas Copec para a Arauco, e que já haviam injetado US$ 750 milhões. Na ocasião, ele afirmou que "os US$ 450 milhões restantes serão injetados em US$ 200 milhões em junho e US$ 250 milhões até o final do ano".

Outro dos caminhos financeiros que a companhia tem é vender florestas. "Estamos considerando vender um pouco de floresta. A ideia é vender árvores em pé, principalmente no Chile, onde temos muitos ativos biológicos. Temos cerca de US$ 2,5 bilhões em ativos biológicos. A ideia é vender árvores em pé com um contrato que coloque essa fibra à nossa disposição caso precisemos. Só que tenho a opção de comprar essa fibra mais adiante. Essa é a primeira opção", explicou naquela ocasião o diretor financeiro da Arauco, Gianfranco Truffello.

O último avanço reportado pela companhia em relação à Sucuriú foi notificado pelo próprio tesoureiro corporativo da Arauco, Marcelo Bennett, no mesmo espaço corporativo.

"A atualização do projeto Sucuriú é que em março estava em 58%, mas podemos atualizar esse número com um progresso global de 62% em abril, o que significa 7% à frente do nosso cronograma. Alcançamos um marco de 200 mil hectares de floresta já plantada, e contamos com uma equipe de mais de 12 mil pessoas trabalhando no local", apontou.

Fonte:La Tercera


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