Uma operação de fiscalização em uma ocupação irregular no setor Alerce Norte, da qual participaram funcionários da Diretoria de Segurança Pública do município de Puerto Montt e Carabineiros, permitiu identificar uma serraria ilegal que operava com alta produção de madeira para lenha.

No local foram encontrados grandes estoques de madeira cortada e outra ainda por cortar, junto com o equipamento e maquinário utilizado para esse trabalho. Este procedimento de fiscalização também contou com a participação de funcionários do Serviço de Impostos Internos (SII), da Corporação Nacional Florestal (Conaf) e da Seremi de Segurança, entre outros.

O prefeito de Puerto Montt, Rodrigo Wainraihgt, afirmou que moradores haviam denunciado uma série de incivilidades ocorridas no setor, entre elas o funcionamento ilegal da serraria. "Viemos intervir neste local, onde vamos implementar um trabalho colaborativo, em conjunto com a Delegação Presidencial e a Seremi de Segurança, para desocupá-lo. Principalmente pelas incivilidades hoje geradas em Alerce Norte", expressou.

"Então, estamos trabalhando em campo e, principalmente, em algo que nossos moradores e moradoras nos pediram muito, que é avançar em matéria de segurança", acrescentou.

Segundo inspetores do SII, embora as pessoas responsáveis pela serraria tenham adquirido legalmente a madeira encontrada no local, a posterior produção e comercialização dela ocorria de forma ilícita, ao se confirmar evasão tributária por transacioná-la sem qualquer tipo de autorização.

O major dos Carabineiros Hardy Huenul Carrasco, comissário da Sexta Comissaria de Alerce, destacou que o trabalho em coordenação com funcionários do município e da Conaf permitiu identificar o funcionamento ilícito dessa serraria.

"Foi um trabalho conjunto para estabelecer a propriedade da lenha e, por sua vez, fiscalizar em locais específicos. Aqui há uma grande quantidade de lenha de eucalipto e de pinho. Foram lavradas as infrações correspondentes por evasão de infrações tributárias. E também foram fiscalizados os veículos que a transportam", indicou.

Possível dano ambiental

A recuperação do espaço público ocupado para esse acúmulo ilegal de madeira também determinou essa operação de fiscalização, segundo sinalizou Francisco Muñoz, seremi de Segurança Pública.

"Há várias infrações que foram lavradas, mas nosso objetivo é recuperar esse espaço que pertence aos Bens Nacionais", comentou.

"É madeira exótica. Se fosse floresta nativa, se enquadraria na Lei de Roubo de Madeira, mas aqui eles ficam notificados pelos Impostos Internos por não emitirem o documento tributário, que é a venda da madeira. E também por Rendas e Patentes, que, no meu entendimento, é o mais importante, porque estão exercendo uma atividade comercial sem as permissões municipais", disse.

Fernando Gebhard, diretor regional da Conaf Los Lagos, acrescentou que além disso poderia ser comprovado um impacto ao entorno por essa atividade ilícita. "Poderíamos oficiar ao Ministério do Meio Ambiente, porque também há um dano ambiental, porque também é um pântano. Poderia ser o procedimento adicional em relação ao que a Conaf determinou neste local", sustentou.



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