As principais economias vinculadas ao comércio exterior do setor florestal chileno enfrentarão durante os próximos dois anos um cenário de crescimento moderado, com uma desaceleração particularmente acentuada na China, principal mercado de destino das exportações florestais nacionais.
De acordo com as projeções da OCDE, recolhidas pelo INFOR em sua análise do cenário econômico internacional, a China passaria de um crescimento de 5,0% em 2025 para 4,5% em 2026 e 4,3% em 2027. Apesar da desaceleração, o gigante asiático continuaria mostrando as maiores taxas de expansão entre os principais parceiros comerciais do setor florestal chileno.
No caso dos Estados Unidos, segundo mercado relevante para as exportações florestais, a economia manteria um crescimento de 2,0% durante 2025 e 2026, antes de moderar-se em 2027. O gráfico elaborado a partir das projeções da OCDE situa essa expansão em 1,8% para esse ano.
Segundo a análise do INFOR, tanto a China quanto os Estados Unidos encontrariam parte de seu impulso nos investimentos associados aos setores tecnológicos e em suas capacidades de autossuficiência para enfrentar eventuais impactos provenientes do setor energético.
No entanto, persistem fatores de risco. A confiança dos consumidores se mantém relativamente baixa em ambas as economias e, particularmente nos Estados Unidos, uma eventual persistência das pressões inflacionárias poderia levar a uma política monetária mais restritiva, afetando a demanda privada. A inflação mensal de -0,4% registrada em junho contribuiu para moderar essas preocupações, embora a retomada dos ataques contra o Irã tenha voltado a introduzir pressões altistas sobre os preços.
Japão e Europa também com baixo dinamismo
O cenário tampouco resulta especialmente expansivo para outros mercados relevantes para a indústria florestal chilena.
O Japão registrou um crescimento de 1,1% em 2025 e projeta-se que avance apenas 0,6% em 2026, para posteriormente alcançar 0,8% em 2027.
Na zona do euro, as expectativas apontam para uma expansão de 1,4% em 2025, que diminuiria para 0,8% em 2026, antes de recuperar-se parcialmente até 1,2% em 2027.
Por sua vez, o México manteria um crescimento de 0,8% tanto em 2025 quanto em 2026, embora experimentasse uma recuperação até 1,8% em 2027.
O gráfico também incorpora a Coreia do Sul, cuja economia aparece com uma expansão projetada de 2,6% em 2026, após um crescimento de 1,0% em 2025, para moderar-se até 1,9% em 2027.
Em termos globais, a economia mundial cresceria 3,4% em 2025, 2,8% em 2026 e 3,1% em 2027, configurando um cenário de menor dinamismo para o comércio internacional.
Para o setor florestal chileno, esses números são relevantes devido à exposição de suas exportações a esses mercados. A desaceleração da China e o moderado crescimento dos Estados Unidos, junto com o baixo dinamismo esperado para Japão e Europa, antecipam um cenário internacional que poderia manter contida a expansão da demanda por produtos florestais, embora com diferenças importantes entre mercados e oportunidades associadas à evolução da construção, da indústria e dos investimentos tecnológicos.
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