Uma extensa extração ilegal de floresta nativa foi descoberta no setor Lago Frío, na Região de Aysén, durante uma fiscalização conjunta entre a Corporação Nacional Florestal (Conaf), Carabineiros e a Secretaria Regional Ministerial de Bens Nacionais.
No local, foi constatado o corte não autorizado de 32,11 hectares de lenga, com um volume estimado de mais de 5.200 metros estéreos de lenha, cujo valor supera os 104 milhões de pesos.
A operação não possuía um plano de manejo florestal aprovado, por isso seis pessoas foram detidas em flagrante e veículos e ferramentas utilizadas para o corte, elaboração e transporte do material foram apreendidos. A propriedade afetada corresponde a terras fiscais, e os antecedentes já foram encaminhados ao Ministério Público de Coyhaique, que lidera a investigação.
O diretor regional da Conaf Aysén, Ronald Valenzuela, destacou a colaboração cidadã na detecção do ilícito:
“Quando compramos lenha, devemos exigir a Guia de Livre Trânsito, único documento que comprova a origem legal do produto. Se não houver esse documento, é provável que venha de um corte não autorizado”, afirmou.
Valenzuela pediu à comunidade que denuncie essas práticas ao Ministério Público e à Conaf. A extração ilegal de floresta nativa é punida pela Lei N°20.283 e, desde a entrada em vigor da Lei N°21.488, pode configurar-se como crime de subtração de madeira.
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