O promotor regional da Araucanía, Roberto Garrido, reconheceu que na região há grupos radicais que não foram desarticulados e que continuam operando.
Da mesma forma, o promotor penal asseverou que os grupos radicais estão utilizando o conceito de "preso político" para justificar a prática de crimes graves e pressionar o sistema de justiça.
Estas afirmações foram feitas pelo promotor regional da Araucanía, Roberto Garrido, em sua Conta Pública do ano 2025 que entregou à comunidade no Cerro Ñielol de Temuco, onde afirmou que, embora os crimes vinculados à chamada violência rural tenham tido uma queda importante, vão continuar trabalhando porque ainda há grupos radicais que não estão desarticulados e seguem operando na zona.
Durante o ano 2025, o Ministério Público na Araucanía recebeu 226 denúncias, uma queda de 6% em relação ao ano anterior e 77% menos em comparação com o pico registrado no ano 2021.
"Presos políticos"
Na Araucanía, atentados têm sido atribuídos a organizações como a Coordenadora Arauco Malleco (CAM), Weichán Auka Mapu (WAM), Liberação Nacional Mapuche (LNM) e Resistência Mapuche Malleco (RMM).
O promotor regional também reconheceu que um dos fatos mais complexos de investigar foi o crime dos três policiais (carabineros) em Cañete, Região de Biobío, cujo julgamento oral começa no próximo 19 de janeiro.
Em seu discurso, o promotor regional Roberto Garrido fez referência à utilização que os grupos radicais têm feito do conceito "preso político", afirmando que "num mundo onde ainda persiste a perseguição das ideias, pretender chamar de 'preso político' quem rouba um automóvel e depois mutila sua vítima, não apenas distorce o sentido desse conceito, mas constitui uma falta de respeito à memória de quem lutou para construir uma sociedade mais inclusiva e democrática".
O secretário regional ministerial (seremi) de Segurança Pública da Araucanía, Israel Campusano, afirmou que no contexto da chamada violência rural não existem presos políticos.
Segundo os números apresentados na Conta Pública, durante o ano 2025 houve 93 pessoas condenadas por crimes vinculados à violência rural na Araucanía, há 38 acusados em prisão preventiva e avançou-se em 22 acusações, onde há pessoas que serão levadas a julgamento oral.
Fonte:BiobioChile
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