A Justiça ampliou a prisão preventiva de C.A.L.M., de 39 anos, até a próxima segunda-feira, dia 26, em relação ao incêndio florestal em Penco, que resultou na trágica perda de 20 pessoas.

Durante a audiência no Tribunal de Garantia de Concepción, foram apresentados novos antecedentes que vinculam o acusado ao sinistro, originado supostamente por um fogão a lenha defeituoso.

O promotor Jorge Lorca argumentou que o fogo se espalhou por brasas, evidência respaldada por vídeos de uma empresa florestal. Apesar de inicialmente o acusado ter recebido apenas uma advertência, o surgimento de provas adicionais e o risco de fuga, evidenciado por sua tentativa de fugir com malas pela Rota 172, motivaram o pedido de prisão.

O advogado de defesa do acusado pediu a anulação da ordem de prisão, mas o juiz Juan Domingo Pinochet a rejeitou, apontando a natureza mutável das investigações.

A detenção foi prolongada para permitir a continuação das diligências, incluindo a busca por mais vítimas em Lirquén.

A defesa expressou seu desconcerto com a decisão judicial, alegando a falta de provas de uma conduta dolosa por parte do acusado. A próxima audiência foi agendada para segunda-feira às 12:00 horas, onde serão revisados os avanços da investigação.


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