O Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) de Atacama detectou ovos viáveis da mariposa-esponjosa (Lymantria dispar) aderidos à estrutura de um navio cargueiro que chegou ao porto de Huasco. A presença desta praga acendeu os alertas sanitários devido à sua capacidade de danificar uma ampla variedade de espécies vegetais.

Após o achado, os ovos foram submetidos a análises em laboratórios especializados, que confirmaram sua identificação. Como medida preventiva, foi determinado um tratamento fitossanitário para eliminar os estados imaturos do inseto e evitar seu eventual estabelecimento em território nacional.

O diretor regional (s) do SAG, José Herrera Iglesias, destacou a relevância da detecção, considerando que esta espécie pode se alimentar de árvores e arbustos florestais, frutíferas e ornamentais, chegando a consumir completamente sua folhagem.

A autoridade também valorizou o trabalho dos funcionários que identificaram as massas de ovos mediante a aplicação de protocolos técnicos de inspeção e vigilância fitossanitária.

Risco de ingresso por via marítima

Desde o SAG explicaram que as embarcações procedentes do exterior representam uma possível via de ingresso para esta praga, especialmente aquelas provenientes de países asiáticos, onde a espécie está presente.

As mariposas são atraídas pelas luzes dos grandes navios cargueiros, o que facilita que depositem seus ovos em distintas partes das embarcações. Por este motivo, a inspeção de suas estruturas constitui uma ferramenta-chave para detectar oportunamente organismos que poderiam ameaçar o patrimônio agrícola e florestal do Chile.

A mariposa-esponjosa destaca-se por sua capacidade de se alimentar de mais de 500 espécies de árvores e arbustos. Seu estabelecimento poderia gerar danos em florestas, plantações, frutíferas e áreas verdes, devido à perda de folhagem que provocam suas larvas.

Terceira detecção em portos de Atacama

O achado em Huasco corresponde à terceira detecção de ovos viáveis deLymantria disparem portos da Região de Atacama. Os antecedentes anteriores foram registrados em 2025, no porto de Barquito, e em 2020, também em Huasco.

Para prevenir novos casos, o SAG mantém inspeções a embarcações estrangeiras que atracam pela primeira vez em portos da região. Os controles consideram coberturas, porões, contêineres de lixo e outras áreas expostas onde poderiam ser encontrados ovos ou outros estados de desenvolvimento da praga.

Além disso, o organismo avalia o risco fitossanitário de cada nave de acordo com sua procedência e os portos nos quais permaneceu durante os últimos 24 meses.

Estas medidas buscam fortalecer a vigilância fronteiriça e evitar o ingresso de espécies exóticas capazes de provocar danos nos recursos florestais, agrícolas e ornamentais do país.

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