A Mesa Regional Florestal de La Araucanía deu um novo passo em sua consolidação com a formação de sua diretoria e a definição de quatro eixos estratégicos que orientarão o trabalho durante os próximos meses. A instância busca fortalecer a coordenação público-privada e gerar propostas que respondam às necessidades produtivas e territoriais da região.

Durante sua segunda sessão, foi designado como presidente Mauricio Reyes, engenheiro florestal da Universidade de La Frontera, enquanto Antonio Soto, presidente da Corporação Chilena da Madeira (CORMA) para La Araucanía, Los Ríos e Los Lagos, assumiu a vice-presidência. A Corporação Nacional Florestal (CONAF), por sua vez, cumprirá o papel de Secretaria Técnica.

O roteiro ficou estruturado em quatro âmbitos prioritários: encadeamento produtivo, competitividade, mercado e comercialização, e associatividade e governança. Esses eixos permitirão organizar as iniciativas, estabelecer prioridades e facilitar a colaboração entre os distintos atores vinculados ao setor florestal e madeireiro.

Impulsionar ações concretas para o desenvolvimento regional

Um dos principais desafios da mesa será transformar os acordos em iniciativas concretas durante o que resta de 2026 e começos de 2027. Entre as prioridades estão fomentar o uso da madeira, aumentar a superfície plantada e promover o manejo sustentável da floresta nativa para a produção madeireira, a geração de biomassa e o aproveitamento de produtos florestais não madeireiros.

O vice-presidente da instância, Antonio Soto, destacou as capacidades técnicas e a articulação institucional que a mesa reúne para avançar nesses objetivos.

“Temos capacidades, experiência e uma importante articulação público-privada. O desafio é que durante o que resta de 2026 e inícios de 2027 passemos concretamente à ação, fomentando o uso da madeira, aumentando a superfície plantada e promovendo o manejo sustentável da floresta nativa”, assinalou.

Soto acrescentou que o trabalho conjunto representa uma oportunidade para projetar uma atividade florestal mais sólida e sustentável, capaz de gerar novas oportunidades produtivas e contribuir para o desenvolvimento econômico de La Araucanía.

Florestamento, inovação e participação territorial

Por sua vez, o presidente da mesa, Mauricio Reyes, relevou o potencial florestal da região e a necessidade de integrar as capacidades de instituições públicas, universidades, associações gremiais, produtores e pequenas e médias empresas para identificar lacunas e construir soluções compartilhadas.

Entre os âmbitos que requerem atenção mencionou o florestamento, o melhoramento genético e a conservação de solos, considerando as particularidades dos distintos territórios e as necessidades de quem participa da atividade.

“Esta mesa florestal é importante para a região porque articula distintas instâncias. Temos que ser capazes de convocar todos os atores e conhecer, a partir de suas próprias experiências, quais são as urgências para impulsionar o setor florestal”, sustentou Reyes.

Assim mesmo, propôs a importância de incorporar o Governo Regional ao trabalho de coordenação, com o propósito de ampliar a participação institucional e facilitar o desenvolvimento de iniciativas alinhadas com as prioridades do território.

CONAF destaca a articulação público-privada

O diretor regional da CONAF, Héctor Tillería, valorizou a formação da diretoria e a definição dos âmbitos de trabalho, destacando a contribuição que esta instância pode realizar para fortalecer a atividade florestal regional.

“Como CONAF, valorizamos muito esta instância, já que permitirá realizar as gestões necessárias para fortalecer o setor florestal na região e, por suposto, focar nas linhas de comercialização, encadeamento produtivo e política florestal para determinar a longo prazo as linhas de trabalho no setor florestal de nossa região”, indicou.

Com uma diretoria constituída e um roteiro definido, a Mesa Regional Florestal de La Araucanía busca consolidar-se como um espaço de colaboração entre o setor público, o âmbito privado e os atores territoriais. O desafio será traduzir seus quatro eixos estratégicos em medidas que impulsionem a competitividade, promovam o manejo sustentável dos recursos florestais e fortaleçam a contribuição da atividade para o desenvolvimento regional.

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