Mais de 45 representantes de empresas participaram em Temuco de um seminário voltado a analisar as mudanças normativas que começarão a vigorar no próximo 1º de novembro e que modificarão os procedimentos de emissão de documentos tributários eletrônicos e guias de despacho no setor florestal.
A atividade abordou os desafios associados ao registro de operações, à rastreabilidade da madeira e à comprovação de sua origem, aspectos cada vez mais relevantes para o cumprimento das exigências nacionais e internacionais que a indústria enfrenta.
O evento foi organizado pela Corporação Chilena da Madeira (Corma), sedes La Araucanía, Los Ríos e Los Lagos, sob o título“Novas Exigências para Empresas: Guias de Despacho, Origem e EUDR”. O encontro contou com a participação de representantes da Seremi da Fazenda, do Serviço de Impostos Internos (SII) e de empresas florestais.
Marcelo Bonnefoy, gerente da Corma La Araucanía, Los Ríos e Los Lagos, destacou a importância de antecipar-se à entrada em vigor das novas disposições e preparar as empresas para enfrentar as mudanças regulatórias.
“É fundamental antecipar-se à entrada em vigor destas normativas. O mundo está mudando rapidamente e temos que nos preparar para não ter problemas no desenvolvimento do nosso setor e das nossas empresas”, afirmou.
A convocação reuniu 31 participantes de empresas associadas à Corma e representantes de outras 14 companhias não associadas, refletindo o interesse do setor em conhecer os alcances das novas obrigações e adequar seus procedimentos.
Autoridades destacam avanços no controle e rastreabilidade
O seremi da Fazenda de La Araucanía, Francisco Fuster, afirmou que as modificações contribuirão para fortalecer os mecanismos de controle e rastreabilidade da indústria florestal chilena, além de facilitar o cumprimento dos padrões internacionais.
“Entram em vigor novas normas que têm a ver com a rastreabilidade da madeira e isso vai modificar a forma como os documentos tributários são emitidos. Isso vai na linha de que possamos cumprir com as normativas internacionais e manter a produção madeireira chilena na vanguarda”, explicou.
Enquanto isso, Jenny Saavedra, advogada do Serviço de Impostos Internos, valorizou a instância de colaboração entre o órgão público, a Corma e as empresas do setor. A profissional explicou que estas atividades buscam fornecer informação oportuna para facilitar o cumprimento das obrigações tributárias.
A exposição esteve relacionada com a Resolução N.º 154 de 2025, que estabelece novas exigências para a documentação tributária, particularmente em faturas e guias de despacho.
Empresas compartilham experiências em rastreabilidade
Outro dos eixos do seminário foi o intercâmbio de experiências sobre a implementação de sistemas de rastreabilidade, controle de origem e cadeia de custódia, ferramentas fundamentais para responder aos requisitos dos mercados internacionais.
Jessica Ordóñez, chefe de Controle de Rastreabilidade da ARAUCO, apresentou a experiência da companhia na implementação de sistemas e metodologias vinculados ao regulamento da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento (EUDR).
“A exposição foi baseada no regulamento da União Europeia, para mostrar como a ARAUCO o aborda, os sistemas que implementamos e a metodologia que assumimos para dar tranquilidade aos nossos clientes de que estamos fazendo as coisas bem”, comentou.
A atividade permitiu aproximar informação técnica de empresas de diferentes tamanhos e reforçar a coordenação entre o setor público e privado frente às novas exigências. A preparação antecipada e a adoção de mecanismos adequados de registro e rastreabilidade serão fundamentais para facilitar a adaptação das companhias e manter a continuidade de suas operações comerciais.
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