Após o projeto MAPA no Bío Bío, Sucuriú é o objeto dos grandes esforços da Arauco para ampliar sua capacidade projetiva, por meio de uma megaplanta de celulose no Brasil junto a 400 mil hectares próprios de eucalipto.
Trata-se do maior desembolso na história da empresa dos Angelini, pertencente à Empresas Copec, onde o investimento previsto é de US$ 4,6 bilhões.
E hoje, em sua conferência de resultados, a empresa deu luzes sobre os avanços de sua próxima joia da coroa, onde revelaram que estão estudando a venda de florestas no Chile para ajudar a financiar a iniciativa, especificamente um terminal portuário em São Paulo.
Arauco e avanços do projeto Sucuriú
Segundo consta no Diario Financiero (DF), o diretor de finanças da Arauco (CFO), Gianfranco Truffello, destacou que Sucuriú tem 62% de avanço e está 7% adiantado em relação ao cronograma original, com uma equipe de 12 mil trabalhadores.
Entre os avanços destacados estão as caldeiras, estruturas de aço, linhas de transmissão e as linhas de fibra e secagem quanto à sua montagem mecânica.
Com isso, já plantaram metade dos hectares de eucalipto previstos para o abastecimento do complexo, enquanto a linha ferroviária que conectará à rede brasileira já tem 16% de avanço em relação aos 50 quilômetros previstos.
Isso permitirá que a produção saia da fábrica e chegue a um terminal que construirão no Porto de Santos - estado de São Paulo -, a cerca de 750 quilômetros das instalações.
Segundo Truffello, os documentos de compra do terreno estão prontos, mas essa iniciativa específica está em pausa enquanto esclarecem os custos e prazos de construção, além de analisar se vão com um sócio ou não.
Se terminarem por decidir financiá-lo apenas como Arauco, o CFO adiantou que "encontraremos outras formas de reduzir dívida em outras partes para abrir espaço para esse capital, que corresponde a cerca de US$ 40 milhões e US$ 450 milhões inicialmente, onde os fluxos de caixa estão mais alocados para 2027 e 2028 do que para 2026", consta no DF.
Temas de financiamento
Embora a matriz da empresa florestal já tenha aprovado uma injeção de capital adiantada de US$ 200 milhões para meados de junho, em meio a seus compromissos de liquidez de US$ 1,2 bilhão para o megaprojeto, a companhia também pondera outras alternativas para acessar recursos, cuidando para que seu grau de investimento não seja afetado por uma dívida maior.
Nesse sentido, o responsável pelas finanças revelou que estão considerando a venda de florestas, "principalmente no Chile", por meio de contratos que contemplem essa alternativa, ou "vender terrenos e árvores que não sejam estratégicos para nós".
Também há a opção de vender contratos de longo prazo para venda de energia verde a preço fixo, novos títulos híbridos ou até mesmo um aumento de capital adicional da Copec "se as coisas não saírem como acreditamos" - este último sujeito à decisão da matriz -.
Segundo o executivo, a Arauco possui cerca de US$ 2,5 bilhões em "ativos biológicos" em nosso país.
Fonte:BiobioChile
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