A Coreia do Sul se consolidou como o principal destino das exportações chilenas de madeira serrada desde 2022, destacando-se também por manter níveis de demanda relativamente estáveis tanto em volume quanto em valor, mesmo após o período de 2013-2018, quando os embarques atingiram máximos históricos para esse mercado e para o resto do mundo.
De acordo com dados do Instituto Florestal (Infor), o comportamento do mercado sul-coreano contrasta com a evolução observada em outros destinos relevantes para a indústria florestal chilena. Enquanto a Coreia do Sul sustentou uma demanda constante, mercados tradicionalmente importantes como China e Japão mostram uma tendência descendente desde 2014.
O gráfico de evolução das exportações entre 2010 e 2025 evidencia que a China chegou a registrar os maiores montantes de compra durante a década passada, superando inclusive os US$ 200 milhões FOB em seus anos de maior dinamismo. No entanto, desde então suas importações de madeira serrada chilena diminuíram de forma sustentada.
Uma situação similar enfrenta o Japão, cujas compras também exibem uma baixa progressiva desde meados da década anterior. O México, por sua vez, apresenta oscilações em seus níveis de importação, embora com uma tendência geral de queda desde 2010.
O Vietnã, outro dos mercados que ganhou protagonismo nos anos recentes, enfrenta atualmente sinais de enfraquecimento. Segundo o Infor, as compras vietnamitas de madeira serrada chilena acumulam quedas anuais consecutivas desde 2021, o que abre interrogantes sobre seu comportamento futuro e sua capacidade de se manter entre os principais destinos do setor.
Em contraste, Peru e Costa Rica começam a se posicionar como mercados emergentes para a indústria chilena de madeira serrada. Embora seus montantes de compra ainda estejam longe dos líderes históricos, ambos os países mostram uma tendência crescente e sustentada nos últimos anos.
O cenário reflete uma reconfiguração dos mercados de exportação para a madeira serrada chilena, na qual a Coreia do Sul fortalece seu papel estratégico, enquanto novos destinos regionais ganham espaço diante da desaceleração das principais economias asiáticas.
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