Com 31 votos a favor e 1 contra, o Senado apoiou o ofício presidencial que solicita prorrogar a vigência do estado de exceção constitucional de emergência, na Região de La Araucanía, e nas províncias de Arauco e Biobío, da Região do Biobío, com o que a medida se estende por mais 30 dias.

O ministro da Defesa, Fernando Barros, destacou que “foram alcançados êxitos importantes. (…) Até maio, conseguimos uma redução da violência rural da ordem de 80% (…) Permitiu realizar mais controles e contar com os recursos por parte da justiça e do Ministério Público, de modo que Carabineros e PDI possam cumprir resoluções judiciais”.

Adicionalmente, esboçou que foram apresentadas medidas, como a que permitirá que as Forças Armadas possam realizar controles de identidade preventivos e investigativos, e precisou que se está trabalhando em ajudas complementares às vítimas e no trabalho a partir de políticas públicas em matéria de políticas indígenas.

Por sua vez, a agora ex-ministra da Segurança, Trinidad Steinert, destacou as cifras em baixa, mas instou a “não esquecer a gravidade” dos fatos, o que torna necessária a prorrogação.

Nessa linha, destacou os procedimentos, como o realizado no interior de Temucuicui, o que – reconheceu – “traz ações por parte dos grupos criminosos e hoje não nos encontramos capacitados para enfrentar apenas com Carabineros e Polícia de Investigações”.

Durante a sessão fizeram uso da palavra os senadores e as senadoras Miguel Ángel Becker, Vanessa Kaiser, Fidel Espinoza, Cristián Vial, Enrique Van Rysselberghe, Rodolfo Carter, Beatriz Sánchez e Alejandro Kusanovic.

A intervenção na comunidade de Temucuicui, na comuna de Ercilla, foi valorizada e recordaram que o ingresso na zona “estava limitado”, pelo que “se começa a notar que este decreto começa a avançar numa direção diferente”.

Da mesma forma, destacou-se a importância de “a busca por justiça diante de pessoas que têm mal utilizado a luta justa que por anos realizaram nossos povos originários”. “A possibilidade de derrotar os grupos violentos não é uma solução de esquerda, nem de direita”, foi reforçado.

Com tudo, instou-se a revisar as ações de diálogo com as comunidades e a manter programas e projetos para as comunidades.


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