O exdelegado presidencial da província de Arauco, Humberto Toro, reconheceu que suas declarações sobre vínculos entre empresários de direita e grupos radicais na referida província podem ter sido mal interpretadas, e pediu desculpas por isso.
Em uma declaração enviada à Rádio Bío Bío, a ex-autoridade esclareceu o que disse no programa El Tablón do Canal 9, declarações que, segundo ele, "puderam gerar uma interpretação diferente da intenção delas".
Em relação à menção dos empresários, Toro destacou que desde sua primeira denúncia pública feita em 2014, "como governador, apontei o roubo de madeira como o flagelo que estava gerando atos de violência, e que denominei 'os empresários do ilícito', cuja atuação gerava uma distorção da legítima causa mapuche e na qual grupos criminosos se amparavam".
Exdelegado Toro pede desculpas e esclarece declaração sobre vínculos entre empresários e grupos radicais em Arauco
"No contexto do debate no programa, do sentido profundo da minha intervenção e dos atores com quem debatíamos, apontei a presença desses empresários do ilícito", detalhou.
Em suas palavras, como havia presença de parlamentares de direita, "manifestei que 'há de direita e votam de direita'. Talvez a frase tenha ficado generalizada, mas o propósito central dentro da minha análise era evidenciar a permeabilidade na qual todas as instituições estamos diante do crime organizado".
O contexto geral de sua intervenção, continuou, foi dado por um "Estado presente e a política, tomando decisões de acordo com esses desafios, incluindo na minha intervenção um conceito: a necessidade de um Governo de unidade nacional para enfrentar um propósito comum nessa matéria".
"Em relação ao que foi dito sobre o atentado ao moinho Grollmus, reconheço um equívoco, pois me referia ao atentado de Los Ríos, onde também cheguei ao local", precisou Humberto Toro.
Nessa investigação, prosseguiu, foram determinados os envolvidos e "a presença de empresário do ilícito como financiador, tema amplamente apontado na imprensa e nas informações emanadas da investigação".
Toro reiterou que há outros casos semelhantes expostos na imprensa, e que envolvem "empresários do ilícito em outras zonas".
"Em nossos territórios nos conhecemos muito, e quando se conhecem os envolvidos em algum ilícito, também sabemos onde estão. Esse conhecimento permite agir em nossos círculos para separá-los, estejam onde estiverem", complementou.
Finalmente, em sua declaração, Toro expressou seus respeitos pelo mundo empresarial e pelo da política. "Minha forma de ver e me relacionar com ambas; da amplitude de como ajo na minha vida cotidiana e do respeito às diferenças, é conhecida por todos", acrescentou.
"É por isso que, se minha frase pareceu generalizada, peço desculpas a ambos os atores e, também, coerente com a seriedade das minhas análises, expressar os altos riscos de permeabilidade que temos nas instituições e na política todos", concluiu.
Fonte:BiobioChile
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